<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4625119818867900575</id><updated>2011-11-27T16:56:11.728-08:00</updated><title type='text'>.</title><subtitle type='html'>""Os Sábios servem no plano superior, mas governam no inferior.""</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://filosofisica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Space Shanty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07593252750041163556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/SbWTnVsEtZI/AAAAAAAAAGE/oQBXmoxhjfk/S220/5fd7a14279842db48a123517810f3418img4.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4625119818867900575.post-5859109315027572303</id><published>2011-04-02T16:44:00.000-07:00</published><updated>2011-04-02T16:47:31.061-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-BJdKcaxp0Mo/TZe1gTH-t0I/AAAAAAAAAMY/FnTYmruWNZA/s1600/dna.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-BJdKcaxp0Mo/TZe1gTH-t0I/AAAAAAAAAMY/FnTYmruWNZA/s1600/dna.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Seremos todos descendentes de marcianos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David L. Chandler - MIT - 25/03/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientistas acreditam ser possível encontrar uma identidade genética entre a vida na Terra e seres que viveram em Marte no passado. [Imagem: Christine Daniloff]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que somos todos marcianos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo muitos cientistas planetários, é concebível que toda a vida na Terra descenda de organismos que se originaram em Marte e foram trazidos aqui para a Terra a bordo de meteoritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isso for verdade, um instrumento que está sendo desenvolvido por pesquisadores do MIT e da Universidade de Harvard poderia fornecer as provas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Genomas extraterrestres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fim de detectar sinais de vida passada ou presente em Marte - se é que é de fato verdade que nós somos parentes - uma estratégia promissora seria procurar por DNA ou RNA - mais especificamente, pelas sequências particulares destas moléculas que são quase universais em todas as formas de vida terrestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a estratégia que está sendo adotada por Christopher Carr, Clarissa Lui, Maria Zuber e Ruvkun Gary, este último um biólogo molecular que concebeu o instrumento e montou a equipe inicial para fabricá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito foi batizado de Busca por Genomas Extra-Terrestres - SETG, na sigla em inglês (Search for Extra-Terrestrial Genomes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia é baseada em vários fatos que já estão bem estabelecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, nos primórdios do Sistema Solar, o clima de Marte e da Terra eram muito mais semelhantes do que agora - assim, a vida que tomou conta de um planeta poderia provavelmente ter sobrevivido no outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, cerca de um bilhão de toneladas de rocha já teria viajado de Marte para a Terra, arrancadas por impactos de asteroides e, em seguida, viajado através do espaço interplanetário antes de se chocar com a superfície da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro, os micróbios têm-se mostrado capazes de sobreviver ao choque de tais impactos, e há alguns indícios de que eles também poderiam sobreviver por milhares de anos de trânsito pelo espaço antes de chegar a um outro planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bactérias vivem sem oxigênio e sem luz do Sol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, os vários passos necessários para que a vida comece em um planeta e se espalhe para outros são todos plausíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a dinâmica orbital mostra que é aproximadamente 100 vezes mais fácil para as rochas de Marte viajarem para a Terra do que o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se a vida começou lá, os micróbios podem ter sido trazidos para cá e podemos ser todos seus descendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descendentes de marcianos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se somos descendentes de Marte, então pode haver lições importantes a serem aprendidas lá sobre a nossa própria origem biológica, por meio do estudo da bioquímica do nosso planeta vizinho - os traços biológicos que se apagaram há muito tempo aqui na Terra podem ter sido preservados nas profundezas congeladas de Marte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dispositivo que os pesquisadores estão projetando recolheria amostras do solo marciano e isolaria quaisquer micróbios vivos que possam estar presentes, ou mesmo restos microbianos, que podem ser preservados por até um milhão de anos e ainda conterem DNA viável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, o material genético seria separado para que técnicas bioquímicas padrão pudessem ser utilizadas para analisar suas sequências genéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É um tiro no escuro", admite Carr, "mas se formos para Marte e encontrarmos vida lá aparentada a nós, então poderíamos ter nos originado em Marte. Ou, se a vida começou aqui, ela poderia ter sido transferida para Marte." Em qualquer dos casos, "seríamos aparentados da vida em Marte. Assim, devemos pelo menos procurar vida em Marte que seja semelhante à nossa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O experimento Expose-E, a bordo da Estação Espacial Internacional, mostrou que animais e plantas podem sobreviver no vácuo do espaço. [Imagem: ESA/NASA]Procurando vida em Marte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a superfície de Marte hoje seja muito fria e seca para suportar as formas de vida conhecidas, há indícios de que a água em estado líquido possa existir não muito abaixo da superfície. "Em Marte hoje, o melhor lugar para procurar vida é no subsolo", diz Carr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a equipe está desenvolvendo um equipamento que poderia capturar uma amostra do subsolo marciano, usando um robô com uma longa perfuratriz, e processá-la para separar quaisquer organismos, amplificar seu DNA ou RNA usando as mesmas técnicas usadas para testes de DNA forense na Terra, e então usar marcadores bioquímicos para procurar sinais de sequências genéticas específicas que são quase universais entre todas as formas de vida conhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores estimam que pode levar mais dois anos para completar o projeto e testar um protótipo do SETG. O dispositivo proposto ainda não foi selecionado para qualquer missão a Marte que esteja sendo planejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infecção extraterrestre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum instrumento foi enviado a Marte especificamente para procurar sinais de vida desde as sondas gêmeas Viking, em 1976, que produziu resultados interessantes, mas ambíguos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um instrumento a bordo do MSL (Mars Science Laboratory), que será lançado ainda este ano, vai investigar a química relevante para a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canhão de laser vai estudar rochas de Marte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o instrumento agora proposto é dirigido diretamente para a biologia molecular parecida com a existente na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christopher McKay, um astrobiólogo do Centro de Pesquisas Ames da Nasa, acrescenta que há outro motivo importante testar esta hipótese: micróbios marcianos com uma estrutura similar à da vida na Terra podem ser mais perigosos para os astronautas do que um organismo totalmente estranho e diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a técnica poderia detectar qualquer contaminação biológica em Marte, levada para lá pelas sondas enviadas pelos humanos terrestres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Twitter Facebook Orkut MySpace Digg Blogger Delicious Mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras notícias sobre:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais Temas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imprimir &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviar a um amigo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assine nosso Feed RSS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assine nosso Boletim &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como citar este artigo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receba nossas notícias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em seu e-mail &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícias relacionadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NASA tem sinal verde para trazer amostras de Marte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robô suíço pode ser o tripulante da próxima missão a Marte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja imagens do primeiro pouso simulado em Marte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Astronautas da Mars500 simulam caminhada em Marte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Astronautas da Mars500 entram em órbita de Marte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gafanhoto nuclear poderá substituir robôs em Marte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais lidas na semana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baterias ultra-rápidas poderão ser recarregadas em segundos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Microsoft revela segredos do Kinect&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuvem artificial com controle remoto fará sombra durante a Copa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fusão nuclear: nó na luz cria campo de força 3D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NASA apresenta conceito de nave 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href='http://filosofisica.blogspot.com/2011/04/seremos-todos-descendentes-de-marcianos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/5859109315027572303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/5859109315027572303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2011/04/seremos-todos-descendentes-de-marcianos.html' title=''/><author><name>Space Shanty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07593252750041163556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/SbWTnVsEtZI/AAAAAAAAAGE/oQBXmoxhjfk/S220/5fd7a14279842db48a123517810f3418img4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-BJdKcaxp0Mo/TZe1gTH-t0I/AAAAAAAAAMY/FnTYmruWNZA/s72-c/dna.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4625119818867900575.post-569574391713144162</id><published>2010-11-06T09:20:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T09:21:18.719-07:00</updated><title type='text'>Esclarecendo a Bíblia</title><content type='html'>Esclarecendo a Bíblia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laura Schlessinger é uma personalidade do rádio americano que distribui conselhos para pessoas que ligam para seu show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente ela disse que a homossexualidade é uma abominação de acordo com Levíticos 18:22 e não pode ser perdoada em qualquer circunstância. O texto abaixo é uma carta aberta para Dra. Laura, escrita por um cidadão americano e também disponibilizada na Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cara Dra. Laura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado por ter feito tanto para educar as pessoas no que diz respeito à Lei de Deus. Eu tenho aprendido muito com seu show, e tento compartilhar o conhecimento com tantas pessoas quantas posso. Quando alguém tenta defender o homossexualismo, por exemplo, eu simplesmente o lembro que Levíticos 18:22 claramente afirma que isso é uma abominação. Fim do debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu preciso de sua ajuda, entretanto, no que diz respeito a algumas leis específicas e como seguí-las:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a. Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor (Levíticos 1:9). O problema são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não é agradável para eles. Devo matá-los por heresia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b. Eu gostaria de vender minha filha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7. Na época atual, qual você acha que seria um preço justo por ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c. Eu sei que não é permitido ter contato com uma mulher enquanto ela está em seu período de impureza menstrual (Levíticos 15:19-24). O problema é: como eu digo isso a ela? Eu tenho tentado, mas a maioria das mulheres toma isso como ofensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d. Levíticos 25:44 afirma que eu posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem comprados de nações vizinhas. Um amigo meu diz que isso se aplica a mexicanos, mas não a canadenses. Você pode esclarecer isso? Por que eu não posso possuir canadenses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e. Eu tenho um vizinho que insiste em trabalhar aos sábados. Êxodo 35:2 claramente afirma que ele deve ser morto. Eu sou moralmente obrigado a matá-lo mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;f. Um amigo meu acha que mesmo que comer moluscos seja uma abominação (Levíticos 11:10), é uma abominação menor que a homossexualidade. Eu não concordo. Você pode esclarecer esse ponto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;g. Levíticos 21:20 afirma que eu não posso me aproximar do altar de Deus se eu tiver algum defeito na visão. Eu admito que uso óculos para ler. A minha visão tem mesmo que ser 100%, ou pode-se dar um jeitinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;h. A maioria dos meus amigos homens apara a barba, inclusive o cabelo das têmporas, mesmo que isso seja expressamente proibido em Levíticos 19:27. Como eles devem morrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;i. Eu sei que tocar a pele de um porco morto me faz impuro (Levíticos 11:6-8), mas eu posso jogar futebol americano se usar luvas? (as bolas de futebol americano são feitas com pele de porco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;j. Meu tio tem uma fazenda. Ele viola Levíticos 19:19 plantando dois tipos diferentes de vegetais no mesmo campo. Sua esposa também viola Levíticos 19:19 porque usa roupas feitas de dois tipos diferentes de tecido (algodão e poliéster). Ele também tende a xingar e blasfemar muito. É realmente necessário que eu chame toda a cidade para apedrejá-los (Levíticos 24:10-16)? Nós não poderíamos simplesmente queimá-los em uma cerimônia privada, como deve ser feito com as pessoas que mantêm relações sexuais com seus sogros (Levíticos 20:14)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que você estudou essas coisas a fundo, então estou confiante que possa ajudar. Obrigado novamente por nos lembrar que a palavra de Deus é eterna e imutável. Seu discípulo e fã ardoroso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte: Sociedade da Terra Redonda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4625119818867900575-569574391713144162?l=filosofisica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofisica.blogspot.com/feeds/569574391713144162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2010/11/esclarecendo-biblia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/569574391713144162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/569574391713144162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2010/11/esclarecendo-biblia.html' title='Esclarecendo a Bíblia'/><author><name>Space Shanty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07593252750041163556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/SbWTnVsEtZI/AAAAAAAAAGE/oQBXmoxhjfk/S220/5fd7a14279842db48a123517810f3418img4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4625119818867900575.post-7192255378902536151</id><published>2010-08-12T15:47:00.000-07:00</published><updated>2010-08-12T15:56:14.059-07:00</updated><title type='text'>FISICA E METAFISICA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/TGR4spS0XFI/AAAAAAAAAL8/mWFzc3AVdlk/s1600/prisma_parte2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/TGR4spS0XFI/AAAAAAAAAL8/mWFzc3AVdlk/s320/prisma_parte2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adalberto Tripicchio &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais artigos de Adalberto Tripicchio &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■O Campo Ponto Zero - parte III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■O Campo Ponto Zero - parte II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■O Campo Ponto Zero - parte I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■Física Quântica na Bíblia - parte II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■Física Quântica na Bíblia - parte I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■A Física Quântica na Homeopatia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■Neuropeptídeos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■A crise veio para providenciar um momento de reflexão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■Clemente Nóbrega&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■A Empresa Quântica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■Seria a consciência um fenômeno quântico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■Homeopatia quântica - parte I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■Para um novo paradigma - parte XII (final)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■Homeopatia quântica - parte II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■Interpretações da mecânica quântica - parte XI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explorar todos os artigos [27] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partimos da premissa que Deus, o Cosmos, a Vida e a Consciência compõem um mesmo tecido cósmico, o Campo Informacional Oscilatório, objeto de estudo da Física Quântica. Usamos indistintamente os termos Consciência, Psique, Mente, Espírito e Alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eis que ele me antecedeu, novamente, deixando este mundo estra­nho. Isto não significa nada. Para nós, físicos crentes, esta separação entre passado, presente e futuro guarda somente o valor de uma ilusão, por mais tenaz que ela seja."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Albert Einstein, em 21 de março de 1955, escreveu esta carta à irmã e ao filho de seu amigo de sempre Michele Besso, fale­cido alguns dias antes, para ele também restava um pouco menos de um mês de vida para dizer adeus a este "mundo estranho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, de uma maneira disfarçada, o problema da Morte esteja no centro dos artigos que se seguem. Pois a Morte não é, pensando bem, quem nos re­vela a Consciência sob a Matéria? E se acabo de citar Einstein no limiar de sua própria morte é porque, creio, a linguagem da Física é atual­mente apropriada para encetar um diálogo com a Morte, para pro­curar situá-la no quadro da evolução geral do nosso imenso uni­verso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que a Física, e não a Biologia, ou ainda a Teologia? Porque a Morte, como todos os grandes problemas da Metafísica, somente pode ser situada em relação aos limites daquilo que constitui o nosso Uni­verso, na escala do macro e na escala do micro. E é a Física que se propõe a nos fornecer um conhecimento do cosmo em seu con­junto assim como do átomo. Mas, paradoxalmente, enquanto a Física é sem dúvida a mais apta para esclarecer os problemas metafísicos, os físicos se recusam, há perto de três séculos, a ver a Metafísica pene­trar em sua linguagem e em seu campo de experiência; como se estes problemas fossem indignos do conhecimento "científico"; ou ainda, como se as questões que formam os temas da Metafísica não fossem, finalmente, aquelas para as quais o Homem deseja mais ardentemente obter elementos de resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direi, mais adiante, como os trabalhos de Albert Einstein o levaram ao limiar de um dos problemas essenciais apresentados ao Homem: o da natureza daquilo que chamamos "nossa Consciência", em oposição à matéria de nosso corpo. E direi, também, como o mostram as pes­quisas em Física, em prosseguimento aos trabalhos de Einstein, permitiram continuar esta análise da Consciência, para fazer ver, finalmen­te, que sua aventura é tão "eterna" quanto o próprio Universo, no passado assim como no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como me disponho a falar aqui de um problema fundamental da Metafísica na linguagem da Física, espero primeiro, exprimir sem desvios, o que penso da atitude geralmente hostil dos físicos diante dos temas da Metafísica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, podemos questionar se os principais temas da Metafísica têm alguma relação com os problemas estudados pela Física. O Conheci­mento, a existência do mundo exterior, a substância e a forma, o pro­blema da vida e da morte, a consciência e o cérebro, a alma e o corpo, o problema de Deus, todos estes objetos de investigação tradicionais da Metafísica são sus­ceptíveis de entrar no campo das pesquisas da Física? A resposta a esta questão será afirmativa ou não, se aceitarmos ou não considerar a análise da Consciência como objeto de estudo da Física. O problema da natureza e dos mecanismos da Consciência é, sem nenhuma dúvida, o problema central de toda a Metafísica, do qual derivam todos os outros objetos de reflexão (o Conhecimento, a vida, a morte, a Matéria, Deus). A Física e a Metafísica formam, portanto, duas disciplinas complementares, encarregadas de aumentar nosso conheci­mento do Universo se, e somente se, Matéria e Consciência são insepa­ráveis nos métodos de pesquisa e nas linguagens destes dois ramos do Conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como poderíamos racionalmente impedir que a Física progre­disse através de uma análise não só da Matéria, mas também da Consciência? Desde que as investigações dos físicos se voltam para o micro, ou ainda para o macro, para estas partículas misteriosas que formam a essência da Matéria, ou ainda para nosso Universo em seu conjunto, então as palavras de Agostinho se tornam hoje sem­pre mais verdadeiras: "O mundo é tal como ele nos parece, feito de coisas que não aparecem". E Teilhard de Chardin observava igualmen­te que "atingindo o extremo de suas análises, os físicos não sabem mais se a estrutura que eles alcançaram é a essência da Matéria que eles estudam ou, então, reflexo de seu próprio pensamento".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caso, como não reconhecer como uma evidência atual que a Consciência é parte integrante do domínio de investigação da Física, do mesmo modo que a Matéria, visto que não há descrição possível da Matéria que não faça intervir, em primeiro plano, os me­canismos estruturais de nossa própria Consciência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta importância dada à Consciência no estudo dos fenômenos "físi­cos" que acontecem no Universo, na verdade, nunca foi contestada na Antiguidade e mesmo até o fim do século XVII. Para se convencer, é suficiente lembrar Descartes que nos declara em suas Meditações: "Assim, toda a Filosofia é como uma árvore cujas raízes são a Meta­física, o tronco é a Física e os galhos que saem deste tronco são todas as outras ciências". E Newton, de quem se quis fazer o modelo do "cientista", isto é, do sábio apenas preocupado com as certezas asso­ciadas aos fatos observáveis, na verdade (como demonstram es­tudos recentes sobre Newton) orientou toda sua vida para os proble­mas do Espírito: ele escreveu mais páginas sobre a alquimia e sobre o que hoje chamaríamos de parapsicologia do que sobre a óptica e a gravidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observemos os conceitos de Newton, cujos escritos, se os analisarmos não buscando "ver somente o que queremos ver", são a prova de que o pai da teoria da gravidade sempre defendeu conceitos de essência espiritualista, bem longe das idéias puramente mecânico-positivistas que quiseram lhe atribuir. Uma aproximação surpreendente (compreenderemos melhor este aspecto quando discutir­mos a análise moderna sobre a natureza da Consciência) é a que Newton faz entre o Espírito e a luz. "Não seria possível, escreve Newton em sua Óptica, que os corpos e a luz se transformem uns nos outros? E não seria possível que os corpos recebam a maior parte de seus prin­cípios ativos das partículas de luz que entram em sua composição? Admitido isto, visto que a luz é o mais ativo de todos os corpos que conhecemos, e visto que esta luz faz parte de todos os corpos com­postos pela natureza, por que não seria ela o princípio regente de todas as suas atividades?" E Newton distingue, então, dois tipos de luz: uma luz fenomênica, que seria a que se entende pelo sentido comum do termo, isto é, a que vemos; e uma luz numênica, que seria uma luz virtual, intervindo mais particularmente nos mecanismos do ser vivo, e portadora do que chamamos Espírito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veremos, no decorrer destes artigos, que se trata de uma intuição extraordinária de Newton sobre o aspecto "espiritual" da Matéria, aspecto que se confirmará como re­pousando sobre trocas "virtuais" de fótons de luz. Segundo observa P. M. Rattensi: "as reflexões de Newton parecem indicar que no fim de sua vida ele concebeu que o objetivo da pesquisa alquimista con­sistia no restabelecimento do corpo de luz e pensou que isto poderia ser demonstrado através de operações realizadas em laboratório". Assim, Newton, durante toda sua vida, considerou o Espírito como de natureza diretamente acessível à experiência, e portanto, do do­mínio das investigações da Física. Por outro lado, ele viu na luz, que é sem dúvida alguma um fenômeno bem físico, a direção privilegiada para a qual, lhe parecia, deviam se orientar estas investigações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, é necessário enfatizar que Deus (igualmente no centro da reflexão metafísica) está sempre presente na obra de Newton. Cer­tamente, Newton irá propor suas célebres leis sobre o movimento dos astros, o que permitirá, por volta dos meados do século XIX, ao ma­temático Pierre-Simon de Laplace mostrar que os astros podiam, de acordo com estas leis, se mover de modo estável, sem nenhuma interferência de Deus. Mas o próprio Newton nunca formulou, ou mesmo sequer sugeriu, tal possibilidade; pelo contrário, defendia o ponto de vista da necessidade constante da presença de Deus no Uni­verso. Para Newton, Deus intervinha na natureza por intermédio do Espírito (a luz numênica). "Esta natureza, escreveu Newton, age sem­pre sem trégua, até o seu último termo, e depois cessa; pois, desde o começo, era para ele coisa certa que ela poderia se aperfeiçoar no seu curso e que chegaria, enfim, a um repouso sólido e total, ao qual, para este efeito, ela tendia com todo o seu poder". Assim, Newton tem também a convicção de um sentido definido da evolução do Universo, de uma "flecha" do tempo, como alvo desta evolução, com um estado do Universo que nos lembra o "ponto Ômega" de Teilhard de Chardin. Voltaremos a falar sobre isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar desta profunda complementaridade entre Física e Metafí­sica na obra de Newton, paradoxalmente, é a partir de Newton que se produzirá uma clivagem cada vez mais profunda entre Física e Metafísica, isto é, entre as pesquisas sobre a Matéria e as pesquisas sobre o Espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isto, como relembra muito propriamente a análise de Jean Zefiropulo e Catherine Monod, far-se-á "Newton oscilar entre o que ele foi e o que dele fizeram, ocultando algumas de suas pesquisas e mesmo dispersando uma grande parte de sua obra".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os argumentos são bastante complexos, mas pode-se, distinguir algumas correntes principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, há a enérgica reação da Renascença contra o aristotelis­mo, reinando sobre o pensamento intelectual há dois mil anos. Lutar contra Aristóteles e seu sistema do mundo seria restabelecer o heliocentrismo de Aristarco, perfeitamente demonstrado agora, pelas leis da atração de Newton; e seria, também, restabelecer o velho ato­mismo de Demócrito, segundo o qual "nada mais existe a não ser o átomo e o espaço vazio, tudo o mais é apenas comentário". Finalmen­te, seria explicar todo o nosso Universo através de movimentos de átomos se deslocando segundo leis imutáveis, explicadas matematica­mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, não teríamos necessidade de Deus, nem do Espírito para tomar conhecimento do que se passa no mundo. O próprio pensamen­to seria "segredado" por certos movimentos dos átomos, somente a Matéria sendo a substância essencial. Propositalmente esqueceríamos que, entretanto, Demócrito havia proposto seus átomos como conser­vando uma existência independente do Espírito, visto que também "a alma é constituída de átomos particulares, finos e unidos". Mas te­ríamos necessidade de eliminar da Ciência tudo o que não se mani­festasse na Natureza através do movimento de partículas puramente materiais segundo leis conhecíveis (senão conhecidas). E acaso pode­ríamos escolher um porta-bandeira deste novo enfoque científico me­lhor do que Newton, pois foi ele quem descobriu, depois de Kepler, as leis fundamentais que explicam a trajetória das estrelas, dos plane­tas e das maçãs?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos negligenciar a parte benéfica que provocou este re­torno ao positivismo puramente materialista para aumentar nosso co­nhecimento das coisas. Depois dos desnorteios do período da Idade Média, seria útil que o conhecimento se esforçasse para progredir pes­quisando leis confirmáveis experimentalmente. Mas seria, sem dúvi­da, ir muito longe ao se esquecer da presença do Espírito nesta evo­lução da natureza; não seria simplesmente porque, apesar de tudo, e como o notava tão propriamente o filósofo Georges Berkeley desde Newton, "as coisas só existem na medida em que são percebidas"; e por que outros meios poderiam elas ser percebidas, em última análise, senão pelo Espírito, pelo nosso espírito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as circunstâncias que contribuíram para deturpar o processo de pensamento verdadeiro que presidiu às leis e às descobertas newto­nianas, é necessário ver também o fato de que, no princípio, aqueles que eram os mais ardorosos defensores de Newton (contra as teses car­tesianas mais em voga, então, entre os cientistas) foram principalmente ateus que, para melhor afastar Deus das explicações da Ciência, não hesitaram em expulsar igualmente tudo o que se referia ao Espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre estes estava Laplace, que nós já mencionamos; também, especialmente na França, Voltaire e um pouco mais tarde Auguste Comte e seu positivismo; igualmente, no século XX, Paul Valéry e as teses marxistas. Todos se ocuparam em "refutar Deus", e mais amplamente em minar a credibilidade da Metafísica, julgando suas especulações como "logomaquias vazias e estéreis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltaire foi a Londres em 1727 assistir aos funerais de Newton e trouxe um exemplar, em inglês, de seus Principia. Ficou imediata­mente seduzido pelo sistema do mundo newtoniano, e foi o primeiro a difundir, na França, a obra de Newton. Mas difundiu o pensamento newtoniano insistindo, como Laplace, sobre a abertura que ele ofere­cia para uma compreensão de um mundo puramente mecanicista, sem nenhuma necessidade de uma intervenção divina. Isto foi compreendi­do como se a noção do Espírito fosse supérflua e pudesse ser, em todo caso, definitivamente afastada das concepções da Física: estava aí uma deformação do pensamento de Voltaire, pois se ele desejava a "morte de Deus", por outro lado, não preconizava a morte do Espírito. Com efeito, não afirmou ele, como conseqüência lógica de seu racionalismo, a existência de uma "sensibilidade" da Matéria, que não é muito di­ferente da "psique elementar", com que Theilhard proporá, em nossa época, dotar cada corpúsculo de Matéria, visando a apoiar sua con­cepção espiritualista do Mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso de Paul Valéry é mais particular. Ele nos exibe sar­casmos, algumas vezes extremamente violentos, contra a Metafísi­ca, e mais amplamente contra qualquer tese de natureza espiritualista. "Os espíritos com suas mesas e seus ectoplasmas, escreveu, têm o mé­rito imenso de colocarem sob sua verdadeira forma grosseira, clara e insensata, o que os espiritualistas, as pessoas com alma, dissimulam para si próprios sob um véu de palavras, metáforas e expressões ambíguas". Mas, nas 6.000 páginas manuscritas de seus Cadernos, que redigia no dia-a-dia, e que começam a ser objeto de publicações, des­cobrimos que Valéry esteve toda sua vida preocupado com a estrutura e com o funcionamento do Espírito, cuja descrição desejava compre­ender na linguagem da Física e das Matemáticas. O estudo do Espírito não é, portanto, especificamente do domínio tradicional da Metafísica? E haveria uma descrição "não-espiritualista" do que cha­mamos Espírito? A leitura mais atenta dos Cadernos nos explica, en­tretanto, esta aparente contradição. Valéry se recusa a reconhecer que existe uma realidade independente da Matéria que se chama Espírito; sua pesquisa sobre mecanismos do espírito está orientada para a descoberta de uma estrutura particular das partículas de matéria, assim como para as transformações no tempo desta estrutura; estas expli­cariam um fenômeno físico de essência puramente material e mecani­cista, que seria a função-espírito ligada ao comportamento da Matéria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apostemos, entretanto, que, desde que se torne possível falar do Espí­rito na linguagem da Física, todos os grandes problemas tradicionais da Metafísica se apresentarão com uma acuidade aumentada, e que será necessário dizer o que se tornam, nesta nova linguagem, a Vida, a Morte, o mundo exterior, Deus. Em resumo, apesar do que pensa Valéry, conseguir falar do Espírito na linguagem da Física, como ele o deseja, é introduzir em pé de igualdade todos os temas da Metafísica no campo das pesquisas da Física. Em uma análise posterior estamos, portanto, de acordo com Valéry; mas, à primeira leitura, os ataques de Valéry à Metafísica, sem dúvida, contribuíram para retardar o nas­cimento de uma Física interdisciplinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam Laplace, Voltaire, Comte, Valéry ou os marxistas, o mais grave reparo que se lhes pode fazer é sua posição dogmática, que consiste em recusar ao Espírito de ser objeto de pesquisa, simples­mente porque não existiria "alguma coisa" chamada Espírito que fosse possível descrever independentemente desta outra coisa chamada Ma­téria. "Pobre presunçoso, você vê uma planta que vegeta e diz vege­tação, ou mesmo alma vegetativa, escreve Voltaire; mas, por favor, o que você entende por estas palavras? Esta flor vegeta, mas há um ser real que se chama vegetação?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Valéry se excede: "seria interessante vaguear pelo cérebro, ali não encontraríamos um estado de alma".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos marxistas, recusando a evidência, ao mesmo tempo lógica e experimental, segundo a qual nossa única prova irrefutável da existência do mundo é a percepção espiritual que temos dele (como enfatizava Berkeley), eles afirmam, ao contrário, que percebemos o mundo porque ele existe. Como estes marxistas, tão apaixonados por razões "científicas", poderiam fazer a prova científica de sua afirma­ção, visto que toda experiência que temos do mundo exterior, em últi­ma análise, se apresenta como pensamentos, isto é, Espírito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os positivistas, a Matéria é, portanto, principal, e o Espírito é somente uma "emergência" da Matéria, sem existência independente. Neste caso, como o notou Auguste Comte, resta à Metafísica ser re­duzida a uma "reflexão sobre as ciências da Matéria" - ou não ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, toda a História nos mostra que os dogmas tiveram uma existência apenas provisória. E poder-se-ia verificar que o Espírito apa­rece finalmente como uma realidade tão "tangível" quanto a Matéria; do mesmo modo que as pedras no céu, isto é, os meteoritos, se tor­naram realidade, contrariamente à advertência dogmática de Laplace, segundo a qual "não poderiam cair do céu visto que não havia pedras no céu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo caso, é isto o que essa seqüência de artigos pretende demonstrar, a fim de tirar certo número de conseqüências das respostas atuais às questões fundamentais que são objeto da Metafísica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, penso que existem outras razões além das que foram retiradas do contexto histórico que, ainda na nossa época, fazem com que pareça difícil aceitar como objetos científicos de pesquisa os gran­des temas da Metafísica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rivaud, um historiador da filosofia, escrevia em 1948: "Os únicos filósofos verdadeiramente qualificados da idade moderna são os físi­cos, os químicos... que, partindo do estudo minucioso dos fatos par­ticulares, ousaram formular hipóteses de caráter geral".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade. Em todo caso, para os físicos, não se trata unicamente de formular hipóteses de âmbito geral para serem qualificados de filóso­fos, e ainda menos de metafísicos. A Metafísica exige muito mais do que um esforço de pesquisa: ela exige qualidades de criação, e podemos afirmar, que bem poucos físicos de nossa época são o que chamamos de criadores; em sua maioria, por­que são "especialistas" em assunto determinado, são apenas simples analistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomemos o que considero uma das melhores definições da Meta­física, para perceber quanto poder criador exige esta disciplina do Conhecimento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Metafísica existe desde que o espírito, em busca de uma unidade total, se decide a encher as lacunas que o quadro 'científico' do Uni­verso oferece, graças a uma 'flexibilidade' tirada de sua própria essên­cia, a um 'princípio' (tomado por empréstimo de sua experiência in­terna ou externa), que ele considera verdadeiramente básico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Metafísica aparece, através desta definição, enfatizando suas es­treitas relações não somente com o enfoque científico, mas também com o enfoque artístico e ainda com o pensamento religioso. Certa­mente, o físico pode formular princípios gerais, ou leis, que dão a aparência de universalidade às suas descobertas. Mas não faz, neces­sariamente, ainda, uma obra metafísica. Ele faz, precisamente, algumas "descobertas"; isto é, descobre o mundo como se levantasse um véu, como se este mundo preexistisse a seu esforço, e que seu ato de físico não tivesse mudado nada nele, nada lhe tivesse acrescen­tado. Ora, não é, de modo algum, que neste ato de "descoberta" ve­mos, ao mesmo tempo, o espírito do físico e o espírito do metafísico, reunidos ambos para alcançar um progresso no conhecimento pro­fundo das coisas. Na simples descoberta há apenas uma generalização de certo número de fatos de experiência para um número maior de fatos de experiência (ou de fatos sobre os quais será possível expe­rimentar). No ato metafísico de criação, o pensador, ao contrário, age por si mesmo, ele vai buscar no fundo do seu inconsciente uma "flexi­bilidade" ainda não formulada, como observa François Grégoire na sua definição da Metafísica; e é somente em seguida que considera a maneira pela qual esta flexibilidade chegou a completar harmoniosa­mente a visão que ele possuía da Natureza. Este é um enfoque que se aproxima bastante do enfoque do artista ou do religioso, cada um "metamorfoseando" nossa visão do Universo e, através de sua criação, executando um passo novo para o conhecimento do mundo. Esta sen­sação bastante forte de que existe uma distinção fundamental entre o ato criador e o ato de descoberta, somente pode ser, creio eu, ver­dadeiramente percebida sob seu aspecto autêntico por aqueles que ex­perimentaram na vivência um e outro destes dois atos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Albert Einstein descreveu esta situação em uma fórmula que embaraçou alguns físi­cos: "Uma teoria pode ser verificada pela experiência, mas não existe nenhum caminho que leve da experiência para a criação de uma teo­ria. Um pintor ou um músico compreendem isto perfeitamente. Mas então vocês irão dizer à comunidade científica que a teoria que lhes oferecem é uma obra de artista! Serão logo relegados ao rol de fan­tasistas! Serão tratados de 'metafísicos' e, creiam-me, é um qualifi­cativo que não os deixará mais, [...], e, pouco a pouco, todas as portas 'oficiais' lhes serão fechadas. Mas não será porque é necessário ser-se bem pequeno para saber transpor estas portas? Seja como for, fazer Metafísica é também ser capaz de dar prova de um espírito de criação, e não somente de um espírito de des­coberta, no sentido que acabamos de indicar. E os cientistas que conheci, no decurso destes últimos vinte anos, raramente me parece­ram possuir uma imaginação suficiente para serem capazes de 'criar'. A maioria deles é de bons 'funcionários' da Ciência". Esta observação levou Albert Einstein a afirmar que "o templo da Ciência ficaria bem vazio se dele retirássemos todos os que não fazem verdadeiramen­te Ciência".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De nossa parte estou convencido de que, se os cientistas contem­porâneos recusam, instintivamente, a penetração dos temas da Meta­física nas suas pesquisas, apesar de serem tão fundamentais para o Homem, em parte é porque são "incapazes de filosofar"; porque são incapazes de imaginar e de criar; e, finalmente, porque a reflexão me­tafísica lhes é inacessível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insistimos no fato de que o "grande público" se interessa pela Ciência, sobretudo através de suas conseqüências "me­tafísicas". Para ele pouco, ou quase nada, importam as técnicas usadas para atingir a Lua ou Marte, o que lhe interessa é saber "se a vida existe lá". Os mecanismos biológicos do cérebro não o deixam indiferente, mas ele gostaria mais de saber até onde chegaram os estu­dos dos fenômenos para psicológicos, isto é, a possibilidade (com evi­dentes conseqüências metafísicas) de cérebros se comunicarem a dis­tância, sem o apoio dos métodos tradicionais de comunicação. Andrô­meda está a dois milhões de anos-luz; bem, mas isto não diz grande coisa ao público; ele desejaria, ao contrário, saber se as particulari­dades da teoria da Relatividade, que fazem "envelhecer" menos de­pressa quando se vai muito depressa, permitirão ao Homem alcançar os planetas habitados da galáxia de Andrômeda, e, mais amplamente, se este enorme Universo, que percebemos à volta de nós, é ou não acessível ao Homem (ao menos em seu princípio, com técnicas de propulsão melhoradas). A descoberta dos vestígios dos primeiros ho­minídeos há algumas centenas de milhares de anos, interessa ao nosso "grande público"; mas é a possível existência de civilizações tão evo­luídas quanto as nossas em um passado distante, vindas talvez de "outros lugares", que o fascina e ele gostaria que os cientistas o esclarecessem sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os "cientistas" raramente falarão ao público sobre tais assuntos "metafísicos", simplesmente porque suas pesquisas não são autoriza­das pelos donos da ciência "oficial" a serem orientadas para tais assun­tos metafísicos. Ainda uma vez, os grandes temas metafísicos não podem ser objeto de pesquisa científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente, acho esta atitude descabida. Primeiro, porque o "grande público", que deseja legitimamente esclarecimentos (senão respostas) sobre as questões metafísicas, é, na verdade, quem finan­cia, com seu próprio trabalho, a pesquisa científica. Além disso, o grande público não tem o direito de ver inscritos, nos programas de pesquisa, os temas que mais lhe interessam? Portanto, quem pode estar autorizado a considerar esse público como uma criança incapaz de saber o que gosta de comer? E antes de tudo, com que direito decidi­ríamos privá-Io do conhecimento que gostaria de receber?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero me fazer compreender: não pretendo que não deva haver pes­quisas teóricas ou aplicadas sobre assuntos especializados, escolhidos por cientistas "sérios e oficiais", cujos resultados, por natureza, per­manecerão incompreensíveis para a maior parte do "gran­de público". Mas pretendo que o que interessa a esse público deveria também ser considerado por aqueles que comandam os programas da pesquisa científica. Muitos pesquisadores, e mesmo alguns dos melho­res, estariam dispostos a enfrentar tais temas metafísicos em bases cien­tíficas. Solicitem a um Rémy Chauvin, professor na Faculdade de Ciências de Estrasburgo, para colocar em ação uma equipe de jovens pesquisadores sobre a parapsicologia; ou a Guérin, astrônomo em Meudon, para organizar, em bases científicas, uma pesquisa sobre a possibilidade de visitantes extraterrestres; rapidamente, eles utiliza­rão os créditos que vocês colocarem à disposição deles, com prudência e "cientificamente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se olhamos esse problema de outro ângulo, reconhecemos que os cientistas se prejudicam a si próprios recusando a "colaboração" do grande público soberano em suas pesquisas. "Soberano", ele o é sem­pre, esse público, e eu diria por construção: pois, mais uma vez, é ele quem deve pagar de seu bolso todas as despesas do Estado, inclusive a pesquisa científica. Sêneca já havia enfatizado que "nada de impor­tante e de durável pode ser realizado sem o apoio da população". E não são os cientistas do projeto ApoIo, que necessitaram de enormes somas de dinheiro para colocar o Homem na Lua, que desmentirão Sêneca; pois sabem que foi o esforço de propaganda para fazer o público americano participar desse projeto que proporcionou à NASA os créditos necessários a este empreendimento, marcando uma etapa na história da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta advertência de Sêneca é mais verdadeira do que nunca em relação à Ciência contemporânea. Se nossos ministros, nossos depu­tados e nossas comissões científicas oficiais atualmente decidem, na maioria das vezes, limitar os créditos para as pesquisas aplicadas, em detrimento das pesquisas teóricas, é, em parte, porque nosso grande público não está, na verdade, interessado diretamente na pesquisa teó­rica, pois não lhe mostram as ramificações metafísicas. A pesquisa aplicada fará de nós, portanto, apenas simples consumidores de bens materiais, e paciência se a principal característica e a vocação essen­cial do Homem na evolução é, entretanto, como já observava Pascal, ser um "animal pensante".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrir para a Metafísica as portas da Física é, primeiro, exigir dos físicos que sejam capazes de refletir filosoficamente; é dar curso livre à imaginação e à criação na pesquisa; e é, também, saber que os pro­blemas verdadeiramente "importantes" para o Homem devem ser igual­mente enumerados pelo "Senhor Público".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há já bastante tempo nossos físicos se preocupam um pouco mais, sem precisar esconder-se, com o aspecto "espiritual" da matéria que estudam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Física Quântica Psi: Não estou sozinho na convicção de que a Consciência é um Fenômeno Quântico. Ignorar a Física Quântica hoje é viver fora de seu tempo. Ela representa a mudança paradigmática, que se não for a maior está 'por una cabeza' com Copérnico, Darwin, Marx, Freud, Wiener e Turing+von Neumann, cada qual com sua revolução própria. Niels Böhr disse que "quem não enlouqueceu com a Teoria Quântica, não pôde tê-la compreendido." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4625119818867900575-7192255378902536151?l=filosofisica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofisica.blogspot.com/feeds/7192255378902536151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2010/08/fisica-e-metafisica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/7192255378902536151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/7192255378902536151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2010/08/fisica-e-metafisica.html' title='FISICA E METAFISICA'/><author><name>Space Shanty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07593252750041163556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/SbWTnVsEtZI/AAAAAAAAAGE/oQBXmoxhjfk/S220/5fd7a14279842db48a123517810f3418img4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/TGR4spS0XFI/AAAAAAAAAL8/mWFzc3AVdlk/s72-c/prisma_parte2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4625119818867900575.post-8316634637410602550</id><published>2010-07-18T10:55:00.000-07:00</published><updated>2010-07-18T10:55:31.125-07:00</updated><title type='text'>E ASSIM NASCE UMA ESTRELA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/TEM_yFBDdoI/AAAAAAAAAL0/cOIgwTW1vHk/s1600/010130100715-estrela-disco.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="248" hw="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/TEM_yFBDdoI/AAAAAAAAAL0/cOIgwTW1vHk/s400/010130100715-estrela-disco.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;Principal Eletrônica Energia Espaço Informática Materiais Mecânica Meio ambiente Nanotecnologia Robótica Plantão &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bioquímica Básica &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arquimedes: uma Porta para a Ciência &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Economia da Natureza &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Astrônomos desvendam mistério da formação das estrelas gigantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redação do Site Inovação Tecnológica - 15/07/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Astrônomos obtiveram a primeira imagem de um disco de poeira estelar em volta de uma estrela gigante que acaba de nascer, oferecendo o primeiro indício direto de que as estrelas maciças nascem da mesma forma que as estrelas menores.[Imagem: ESO/L. Calçada/M. Kornmesser]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ovos estelares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Astrônomos obtiveram a primeira imagem de um disco de poeira que rodeia uma estrela bebê de grande massa, obtendo indícios diretos de que as estrelas de grande massa se formam da mesma maneira que as suas irmãs menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta descoberta, feita graças à combinação de observações obtidas por vários telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO), aparece descrita num artigo que sai esta semana na revista Nature.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As nossas observações mostram um disco em torno de uma estrela jovem de grande massa, que acabou de se formar," diz Stefan Kraus, que liderou este estudo. "Podemos dizer que este bebê está prestes a sair do ovo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipe de astrônomos observou o objeto conhecido como IRAS 13481-6124. Com cerca de vinte vezes a massa do nosso Sol e cinco vezes o seu raio, a jovem estrela, que se encontra ainda rodeada pelo seu casulo pré-natal, situa-se na constelação do Centauro, a cerca de 10.000 anos-luz de distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascimentos de estrelas gigantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de imagens de arquivo obtidas com o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, assim como a partir de observações obtidas com o telescópio submilimétrico de 12 metros APEX, os astrônomos descobriram a presença de um jato. "Esses jatos são comumente encontrados em torno de estrelas jovens de pequena massa e geralmente indicam a presença de um disco," diz Kraus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os discos circunstelares são o ingrediente essencial no processo de formação das estrelas de pequena massa, como o nosso Sol. No entanto, não se sabe se tais discos estão igualmente presentes durante a formação de estrelas de massa maior que dez vezes a massa solar, onde a forte radiação emitida poderia impedir que a massa fosse atraída pela estrela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, já foi proposto que as estrelas de grande massa seriam o resultado da fusão de estrelas menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telescópio imaginário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para descobrir e compreender as propriedades deste disco, os astrônomos utilizaram o interferômetro do Very Large Telescope, do ESO (VLTI). Ao combinar a radiação captada por três dos telescópios auxiliares de 1,8 metros do VLTI, com o instrumento AMBER, os cientistas puderam obter detalhes equivalentes aos que seriam observados com um telescópio imaginário que possuísse um espelho de 85 metros de diâmetro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resolução obtida é cerca de 2,4 milésimos de arcos segundo, o que corresponde a fotografar a cabeça de um parafuso na Estação Espacial Internacional, ou seja, mais de dez vezes a resolução obtida com os atuais telescópios espaciais óticos, como o Hubble.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dispondo destas capacidades únicas, complementadas com observações feitas com outro telescópio do ESO, o New Technology Telescope de 3,58 metros, situado em La Silla, no Chile, Kraus e seus colegas conseguiram detectar um disco em torno da IRAS 13481-6124.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disco estelar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esta é a primeira vez que conseguimos imagens das regiões interiores do disco em torno de uma estrela jovem de grande massa", diz Kraus. "As nossas observações mostram que a formação funciona do mesmo modo para todas as estrelas, independentemente da massa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os astrônomos concluíram que o sistema tem cerca de 60.000 anos de idade, e que a estrela já atingiu a sua massa final. Devido à imensa radiação da estrela - que é 30.000 mais brilhante que o nosso Sol - o disco começará rapidamente a evaporar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco estende-se até cerca de 130 vezes a distância Sol-Terra - ou 130 unidades astronômicas (UA) - e tem uma massa idêntica à da estrela, isto é, cerca de vinte vezes a massa do Sol. Adicionalmente, observou-se que a parte interior do disco parece não ter poeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Observações futuras feitas com o telescópio móvel ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), atualmente em construção no Chile, poderão fornecer muito mais informações sobre as zonas interiores do disco, permitindo-nos assim compreender melhor como é que as estrelas bebês de grande massa engordam," conclui Klaus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hot compact dust disk around a massive young stellar object&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stefan Kraus, Karl-Heinz Hofmann, Karl M. Menten, Dieter Schertl, Gerd Weigelt, Friedrich Wyrowski, Anthony Meilland, Karine Perraut, Romain Petrov, Sylvie Robbe-Dubois, Peter Schilke, Leonardo Testi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nature&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 July 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vol.: 466, 339-342&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOI: 10.1038/nature09174&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Twitter Facebook Orkut MySpace Digg Blogger Delicious Mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras notícias sobre:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais Temas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imprimir &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviar a um amigo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assine nosso Feed RSS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assine nosso Boletim &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como citar este artigo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receba nossas notícias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em seu e-mail &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícias relacionadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hubble fotografa planeta com cauda de cometa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hubble captura espetacular berçário de estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonda Roseta fotografa asteroide de perto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eclipse total do Sol escurece Ilha de Páscoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buraco negro está enchendo bexiga cósmica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telescópio espacial mostra luz mais antiga do universo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais lidas na semana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Programa de computador decifra língua extinta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Superbateria usa alta pressão para armazenar energia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buraco negro está enchendo bexiga cósmica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientistas criam fibras que ouvem e cantam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armadura líquida à prova de balas é testada com sucesso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimento reduz tamanho do próton e questiona "joia da física"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagens médicas são criadas com técnica mais rápida que a luz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motor browniano funciona um século depois de idealizado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Últimas Notícias Boletim Fale Conosco Termos do Serviço Mapa do Site &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copyright 1999-2010 www.inovacaotecnologica.com.br. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os direitos reservados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sem prévia autorização por escrito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4625119818867900575-8316634637410602550?l=filosofisica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofisica.blogspot.com/feeds/8316634637410602550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2010/07/e-assim-nasce-uma-estrela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/8316634637410602550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/8316634637410602550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2010/07/e-assim-nasce-uma-estrela.html' title='E ASSIM NASCE UMA ESTRELA'/><author><name>Space Shanty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07593252750041163556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/SbWTnVsEtZI/AAAAAAAAAGE/oQBXmoxhjfk/S220/5fd7a14279842db48a123517810f3418img4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/TEM_yFBDdoI/AAAAAAAAAL0/cOIgwTW1vHk/s72-c/010130100715-estrela-disco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4625119818867900575.post-7685301205345892117</id><published>2010-07-10T07:02:00.000-07:00</published><updated>2010-07-10T07:02:16.745-07:00</updated><title type='text'>OS CÓDIGOS SECRETOS DE PLATÃO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/TDh8-k6lDKI/AAAAAAAAALs/EOOlwfxmarY/s1600/010850100630-codigo-secreto-platao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="250" rw="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/TDh8-k6lDKI/AAAAAAAAALs/EOOlwfxmarY/s320/010850100630-codigo-secreto-platao.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Principal Eletrônica Energia Espaço Informática Materiais Mecânica Meio ambiente Nanotecnologia Robótica Plantão &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Menina Que Brincava Com Fogo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Cientista Lê a Bíblia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Teia da Vida &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informática&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historiador desvenda código secreto de Platão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redação do Site Inovação Tecnológica - 30/06/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de ser um feito comparável à decifração dos hieróglifos egípcios, realizado pelo francês Jean-François Champollion em 1822, o trabalho poderá mudar a história das origens do pensamento ocidental.[Imagem: Jay Kennedy]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cientista da Universidade de Manchester, na Inglaterra, afirma ter desvendado o "O Código de Platão" - mensagens secretas que estariam escondidas nos escritos do grande filósofo grego e que vêm desafiando os estudiosos há mais de dois mil anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Platão foi uma espécie de Einstein da Idade de Ouro da Grécia. Seu trabalho está na base de toda a cultura e da ciência ocidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isto, os resultados do trabalho do Dr. Jay Kennedy poderão revolucionar a história das origens do pensamento ocidental - além de ser um feito na área da criptografia comparável apenas à decifração dos hieróglifos egípcios, realizado pelo francês Jean-François Champollion, com a ajuda da Pedra de Roseta, em 1822.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro da natureza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu artigo, o Dr. Kennedy revela que Platão usou um padrão regular de símbolos, herdados dos seguidores de Pitágoras, para dar a seus livros uma estrutura musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os códigos escondidos em sua obra mostram que Platão antecipou a Revolução Científica cerca de 2000 anos antes de Isaac Newton, descobrindo a sua ideia mais fundamental - a noção de que "o livro da natureza" está escrito em linguagem matemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um século antes, Pitágoras havia dito que os planetas e as estrelas produzem uma música inaudível aos ouvidos humanos comuns, uma "harmonia das esferas". Em seus livros, Platão tentar imitar as harmonias dessa música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O código secreto de Platão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. Kennedy passou meros cinco anos estudando a escrita de Platão - a maioria dos filósofos faz isso a vida toda, embora com outros objetivos - e descobriu que em sua obra mais conhecida, a República, o filósofo grego colocou grupos de palavras relacionadas à música depois de cada duodécimo do texto - em um doze avos, dois doze avos, e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse padrão regular representa as doze notas da escala musical grega. Algumas notas são harmônicas, outras dissonantes. Nos pontos onde estão as notas harmônicas, ele descreveu sons associados com o amor ou o riso, enquanto os pontos onde estão as notas dissonantes foram marcados por sons ou gritos de guerra ou de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este código musical foi a chave para desvendar todo o sistema simbólico de Platão - o "código secreto de Platão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando lemos seus livros, as nossas emoções seguem os altos e baixos de uma escala musical. Platão toca seus leitores como se eles fossem instrumentos musicais," diz o pesquisador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evangelhos de Platão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quebrar o código de Platão, o pesquisador afirma não ter havido milagres: "Não houve uma Pedra de Roseta. Para anunciar um resultado como este eu precisava de provas rigorosas e independentes, baseadas em evidências cristalinas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O resultado foi incrível - foi como abrir uma tumba e encontrar uma nova série de evangelhos escritos pelo próprio Jesus Cristo. Platão nos enviou uma cápsula do tempo," entusiasma-se ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de já ter apresentado seu trabalho e discutido o resultado com colegas em alguns eventos científicos, o trabalho deverá gerar controvérsias, porque os historiadores modernos sempre negaram que havia códigos secretos na obra de Platão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isto é o começo de algo grandioso. Levará uma geração para traçarmos as implicações [desta descoberta]. Todas as 2000 páginas [de Platão] contêm símbolos até agora não detectados," defende o pesquisador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Imagem: Platão usou um padrão regular de símbolos herdados dos seguidores de Pitágoras para dar a seus livros uma estrutura musical.]Filosofia secreta de Platão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os livros de Platão desempenharam um papel essencial na fundação da cultura ocidental, mas eles são misteriosos e terminam em enigmas," explica o Dr. Kennedy. "Na antiguidade, muitos dos seus seguidores afirmavam que os livros continham camadas ocultas de significado e códigos secretos, mas isto foi rejeitado pelos estudiosos modernos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É uma história longa e entusiasmante, mas basicamente eu desvendei o código. Eu demonstrei rigorosamente que os livros contêm códigos e símbolos e que a sua interpretação revela a filosofia secreta de Platão. "Esta é uma verdadeira descoberta, e não simplesmente uma reinterpretação," afirma o historiador da ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se confirmado, realmente o achado não abre espaço para modéstia: um código secreto de Platão irá transformar a história do nascimento do pensamento ocidental e, especialmente, as histórias das antigas ciências, da matemática, da música e da filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância de Platão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Platão nasceu quatro séculos antes de Cristo, escreveu 30 livros e fundou a primeira universidade do mundo, chamada de Academia. Ele era um feminista, permitindo que as mulheres estudassem na Academia e foi o primeiro grande defensor do amor romântico, em oposição a casamentos arranjados, por motivos políticos ou financeiros. Ele também defendeu a homossexualidade em seus livros. Em um episódio menos conhecido de sua vida, ele foi capturado por piratas e vendido como escravo, sendo mais tarde resgatado por amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A importância de Platão não pode ser exagerada. Ele mudou a humanidade de uma sociedade guerreira para uma sociedade da sabedoria. Hoje os nossos heróis são Einstein e Shakespeare - e não cavaleiros de armaduras brilhantes - por causa dele," diz o Dr. Kennedy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciência e religião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, Platão não parece ter idealizado seus padrões secretos apenas para se divertir - eles serviam para sua própria segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ideias de Platão representavam uma ameaça perigosa para a religião grega. Ele afirmava que eram leis matemáticas, e não deuses, que controlavam o universo. O seu mestre, Sócrates, já havia sido executado por heresia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inversamente, o Dr. Kennedy propõe que a decodificação das mensagens musicais de Platão abre caminho justamente para unir a ciência e a religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A admiração e a beleza que sentimos na natureza, afirma Platão, mostra que ela é divina; descobrir a ordem científica da natureza significa aproximar-se de Deus. Isto, segundo Kennedy, "tem o potencial para transformar a atuais guerras culturais entre a ciência e a religião."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Twitter Facebook Orkut MySpace Digg Blogger Delicious Mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras notícias sobre:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais Temas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imprimir &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviar a um amigo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assine nosso Feed RSS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assine nosso Boletim &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como citar este artigo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receba nossas notícias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em seu e-mail &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícias relacionadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;USP cria sistema de criptografia caótica para a internet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criado um gerador quântico de números realmente aleatórios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chips ópticos imperfeitos abrem caminho para a computação quântica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisa da Unicamp impulsiona campo da computação quântica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obama nomeia chefe de agência contra ataques pela internet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memória óptica armazena e recupera pulsos de luz individuais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais lidas na semana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vênus pode ter sido um planeta habitável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Microscópio permite ver coração de pulga batendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morte de uma estrela é simulada em 3D pela primeira vez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientistas fazem mapa da gravidade da Terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indianos projetam moto movida por turbina a ar comprimido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motor browniano funciona um século depois de idealizado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carro que vira avião em 30 segundos é aprovado nos EUA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historiador desvenda código secreto de Platão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Últimas Notícias Boletim Fale Conosco Termos do Serviço Mapa do Site &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copyright 1999-2010 www.inovacaotecnologica.com.br. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os direitos reservados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sem prévia autorização por escrito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4625119818867900575-7685301205345892117?l=filosofisica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofisica.blogspot.com/feeds/7685301205345892117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2010/07/os-codigos-secretos-de-platao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/7685301205345892117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/7685301205345892117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2010/07/os-codigos-secretos-de-platao.html' title='OS CÓDIGOS SECRETOS DE PLATÃO'/><author><name>Space Shanty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07593252750041163556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/SbWTnVsEtZI/AAAAAAAAAGE/oQBXmoxhjfk/S220/5fd7a14279842db48a123517810f3418img4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/TDh8-k6lDKI/AAAAAAAAALs/EOOlwfxmarY/s72-c/010850100630-codigo-secreto-platao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4625119818867900575.post-7267994883318435763</id><published>2010-06-26T18:30:00.000-07:00</published><updated>2010-06-26T18:30:53.057-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/TCapPSOwSpI/AAAAAAAAALc/kDpWaHPozhk/s1600/010150100623-lhc-big-bang%5B1%5D.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="260" ru="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/TCapPSOwSpI/AAAAAAAAALc/kDpWaHPozhk/s400/010150100623-lhc-big-bang%5B1%5D.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;Principal Eletrônica Energia Espaço Informática Materiais Mecânica Meio ambiente Nanotecnologia Robótica Plantão &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Imagem do Mundo: dos Babilônicos a Newton &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciência Hoje na Escola: Sexualidade - vol. 2 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tecido do Cosmo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informática&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientistas tentam recriar som da "Partícula de Deus"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BBC - 23/06/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de transformar dados científicos em sons é chamado sonificação. Até o momento, a equipe de Asquith havia criado diversas simulações baseadas em previsões do que aconteceria durante as colisões no LHC.[Imagem: CERN]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sons de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientistas simularam o som de partículas subatômicas produzidas no Grande Colisor de Hádrons (LHC), na Suíça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo é facilitar a identificação da chamada "partícula de Deus" - o bóson de Higgs - cuja existência ainda não foi confirmada, mas que, segundo teorias, daria massa a todas as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cientista Lily Asquith coordenou a equipe que desenvolveu o modelo que transforma dados do gigantesco experimento Atlas, no LHC, em sons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O experimento mostra que "ouvir os dados" tem uma função prática, muito além de um significado poético. Carl Sagan explorou o tema em seu livro Contato, em que a cientista prefere "ouvir" as transmissões vindas do espaço do que confiar nas análises precisas feitas pelos computadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se a energia estiver perto de você, você ouve um som grave, e se estiver mais longe, mais agudo", disse Asquith.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colisões de prótons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O colisor é um projeto bilionário construído na fronteira entre a França e a Suíça para tentar responder algumas perguntas fundamentais para a física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O experimento acontece em um túnel circular de 27 quilômetros de comprimento, repleto de imãs que "conduzem" prótons pelo imenso anel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em certos pontos do trajeto, os feixes de prótons mudam de trajetória e se chocam em quatro experimentos, que são minuciosamente monitorados pelos cientistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nessas colisões que os estudiosos esperam encontrar novas partículas subatômicas, como o bóson de Higgs, que ajudariam a entender a origem do Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonificação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atlas é um dos quatro experimentos do colisor. Um instrumento batizado de calorímetro é usado para medir energia e é composto de sete camadas concêntricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada uma dessas camadas é representada por um tom diferente, dependendo da quantidade de energia contida nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de transformar dados científicos em sons é chamado sonificação. Até o momento, a equipe de Asquith havia criado diversas simulações baseadas em previsões do que aconteceria durante as colisões no LHC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só agora eles começaram a utilizar dados de experimentos reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sons de dados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando você ouve as sonificações, na realidade, o que você está ouvindo são dados. Elas são fiéis aos dados e dão informações sobre os dados que não seriam possíveis de se obter de qualquer outra maneira", disse Archer Endrich, um desenvolvedor de software que trabalha no projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela sonificação, os cientistas esperam poder identificar diferenças sutis para detectar novas partículas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um compositor envolvido com o projeto, Richard Dobson, destacou ter ficado impressionado com a musicalidade das colisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É possível ouvir estruturas claras nos sons, quase como se tivessem sido compostas. Cada uma parece contar uma pequena história. São tão dinâmicas e mudam o tempo todo, que se parecem muito com as composições contemporâneas", disse o músico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Twitter Facebook Orkut MySpace Digg Blogger Delicious Mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras notícias sobre:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais Temas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imprimir &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviar a um amigo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assine nosso Feed RSS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assine nosso Boletim &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como citar este artigo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receba nossas notícias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em seu e-mail &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícias relacionadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fenda pode criar ilha gigante na África&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bola da Copa é testada pela NASA e pelo IPT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Universidade lança site para prever 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/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Últimas Notícias Boletim Fale Conosco Termos do Serviço Mapa do Site &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copyright 1999-2010 www.inovacaotecnologica.com.br. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os direitos reservados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sem prévia autorização por escrito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4625119818867900575-7267994883318435763?l=filosofisica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofisica.blogspot.com/feeds/7267994883318435763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2010/06/principal-eletronica-energia-espaco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/7267994883318435763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/7267994883318435763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2010/06/principal-eletronica-energia-espaco.html' title=''/><author><name>Space Shanty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07593252750041163556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/SbWTnVsEtZI/AAAAAAAAAGE/oQBXmoxhjfk/S220/5fd7a14279842db48a123517810f3418img4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/TCapPSOwSpI/AAAAAAAAALc/kDpWaHPozhk/s72-c/010150100623-lhc-big-bang%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4625119818867900575.post-7735850110415281923</id><published>2010-06-15T08:29:00.000-07:00</published><updated>2010-06-15T08:33:15.993-07:00</updated><title type='text'>Entrevista: David Bohm</title><content type='html'>HOME &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INDICE: traduções &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QABOOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;centro de estudos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em ciências humanas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRADUÇÕES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Bohm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LINKS RELACIONADOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Bohm: Entrevista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCEITO: Princípio da Incerteza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCEITO: SPIN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCEITO: HOLOGRAMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Bohm e a Ordem Implícita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IN http://www.theosophy-nw.org/theosnw/science/prat-boh.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tradução: ligia cabús&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte de David Bohm, em 27 de outubro de 1992, foi uma grande perda não apenas para a comunidade dos físicos mas também para todos os interessados nas implicações filosóficas da ciência moderna. David Bohm foi um dos mais notáveis entre os físicos teóricos de sua geração, destemido defensor de idéias que desafiam os cânones da ortodoxia científica. Sua pesquisa e sua influência foram muito além da física alcançando temas da biologia, psicologia, religião, arte e o futuro da sociedade. Sua abordagem inovadora de diferentes problemas, fundamenta-se na idéia de que além do mundo visível, tangível, existe uma ordem oculta, implícita e orientadora de uma totalidade indivisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Bohm nasceu em Wilkes-Barre, Pennsylvania (USA), em 1917. Interessava-se por ciência desde a mais tenra idade e, ainda garoto, inventou uma chaleira automática. Seu pai, um bem sucedido homem de negócios, encorajou-o a tentar comercializar a idéia mas depois de experimentar as vendas de porta em porta, Bohm desistiu do comércio e decidiu se dedicar à física teórica. Nos anos de 1930, Bohm freqüentava o Pennsylvania State College onde descobriu a física quântica, a física do reino subatômico. Depois da graduação, transferiu-se para a Universidade da Califórnia, em Berkeley, onde trabalhou no Lawrence Radiation Laboratory. Ali, depois de receber o doutorado, em 1943, começou a desenvolver o que seria a marca de seu trabalho, sua pesquisa sobre o plasma (plasma é um gás que contém uma alta densidade de elétrons e íons positivos - átomos carregados positivamente). Bohm ficou surpreso ao descobrir que os elétrons, uma vez em estado de plasma, param de se comportar como unidades e passam a reagir como se fossem um todo coordenado. Mais tarde, Bohm observou que, freqüentemente, tinha a impressão de que o "mar de elétrons" era uma coisa viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1947, Bohm tornou-se professor assistente na Princeton University, onde estendeu sua pesquisa ao estudo dos elétrons nos metais. Novamente, verificou que o movimento aparentemente casual dos elétrons acabavam por produzir o quadro de um todo organizado. Em 1957, escreveu sua obra clássica, Quantum theory (A teoria quântica), onde apresenta uma clara exposição da interpretação ortodoxa de Copenhague sobre a física quântica. A interpretação de Copenhague foi estabelecida, principalmente, por Niels Bohr e Werner Heisenberg nos anos de 1920 e ainda tem grande influência. Entretanto, mesmo antes de Quantum theory ser publicado, Bohm começou a ter dúvidas sobre os fundamentos daquela abordagem já consagrada. Ele tinha dificuldade de aceitar que as partículas subatômicas não possuíssem uma existência objetiva, e preocupava-se em encontrar propriedades definidas enquanto outros físicos dedicavam-se a medições. Ele também relutava em acreditar que o "mundo quântico" fosse caracterizado por um absoluto indeterminismo e que as coisas acontecessem ao acaso, sem qualquer razão. Começou, então, a suspeitar que deveriam existir causas ocultas por trás do acaso ou irracionalidade da natureza no universo das partículas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bohm enviou cópias de seu livro para Bohr e Einstein. Bohr não respondeu mas Einstein telefonou dizendo que queria conversar. Ao longo de várias e entusiasmadas discussões, Einstein dizia a Bohm que jamais tinha visto a teoria quântica explicada tão claramente e admitia que estava insatisfeito com a visão ortodoxa, à semelhança de Bohm. Ambos admiravam a teoria quântica em sua capacidade de predizer certos fenômenos mas não a aceitavam como uma teoria completa porque deixava de fora a possibilidade de um entendimento pleno da realidade da física das partículas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto escrevia Quantum theory, Bohm entrou em conflito com a política do Macartismo, quando se recusou a prestar declarações sobre atividades de seus colegas. Em conseqüência, sua vida profissional foi sabotada e quando expirou o contrato com a Universidade de Princeton, o físico foi dispensado e as portas do trabalho fecharam-se para ele nos Estados Unidos. À princípio, Bohm se mudou para o Brasil; depois, foi para Israel e finalmente, em 1957, se fixou na Inglaterra. No início, trabalhou na Bristol University e posteriormente, ensinou física teórica no Birbeck College, Universidade de Londres, até se aposentar em 1987. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bohm será lembrado, sobretudo, por duas teorias científicas radicais: (1ª) a interpretação causal da física quântica e (2ª) a teoria da ordem implícita no todo indiviso. Em 1952, um ano depois de suas conversas com Einstein, Bohm publicou dois trabalhos resumindo o que mais tarde seria a chamada "interpretação causal da teoria quântica", da qual ele diz "abre a porta para uma realidade subjacente, oculta ou, ainda, para um nível sutil de realidade". Ele continuou a refinar e reelaborar suas idéias até o fim da vida. Em sua visão, as partículas subatômicas, como os elétrons, não são estruturas simples; antes, são entidades dinâmicas e altamente complexas. Bohm rejeitava que o movimento destas partículas fosse fundamentalmente incerto ou ambíguo; elas seguiriam destinos precisos que, no entanto, não são determinados somente pelas forças físicas convencionais, mas também por forças mais sutis às quais denominou "quantum potential" (quantum potencial). O quantum potencial orienta o movimento das partículas fornecendo "active information", (informação de ação) sobre a totalidade ambiental. Bohm usou a analogia de uma nave guiada por sinais de radar: o radar capta as informações do todo à sua volta e com base nestas informações determina o movimento da nave no meio. O quantum potencial permeia todo o espaço estabelecendo conexões diretas entre os sistemas quânticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1959 e seu discípulo, o jovem pesquisador Yakir Aharonov, descobriram um exemplo importante interconexão quântica. Eles verificaram que, em certas circunstâncias, os elétrons são capazes de "sentir" a presença de um campo magnético próximo, ainda que estejam transitando em regiões do espaço onde a atividade energética é zero. Este efeito é conhecido como "efeito Aharonov-Bohm" (AB) e quando foi anunciado muitos físicos reagiram com descrédito. Ainda hoje, a despeito da confirmação do efeito em numerosos experimentos ainda aparecem contestações que afirmam, tal efeito, não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1982, em Paris, uma nova experiência para testar a interconexão quântica foi empreendida por uma equipe de pesquisa liderada pelo físico Alain Aspect. A idéia original estava contida no experimento conceitual proposto em 1935 por Albert Einstein, Boris Podolsky e Nathan Rosen (também conhecido como paradoxo EPR), porém muito do fundamento teórico foi estabelecido por David Bohm e um de seus seguidores, John Bell, do CERN, um centro de pesquisa em física próximo de Genebra. O resultado da experiência demonstrou claramente que partículas subatômicas separadas a grande distância são capazes de se comunicar por meios que não podem ser explicados como transferência física de sinais nem mesmo admitindo a transmissão a uma velocidade igual à da luz. Muitos físicos, inclusive Bohm, admitiram conexões não-locais e absolutamente instantâneas. Esta concepção implica a existência de energias sutis, não-físicas, movendo-se mais rapidamente que a luz (velocidade supraluminal). É uma hipótese que tem poucos adeptos uma vez que muitos cientistas ainda acreditam que nada pode superar a velocidade da luz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A interpretação causal da teoria quântica encontrou indiferença e hostilidade de físicos que não aceitaram bem a poderosa contestação de Bohm a teorias consagradas. Nos últimos anos (Pratt escreve em 1993) as idéias de Bohm tem alcançado mais credibilidade. Sua abordagem pode ser desenvolvida em diferentes direções. Um exemplo é o trabalho de numerosos físicos, incluindo Jean-Paul Vigier e outros tantos do Instituto Henri Poincaré, na França, que explicam o quantum potencial em termos de flutuações subjacentes (ocultas, de difícil detecção) no éter (espaço cósmico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1960, Bohm começou a se concentrar na noção de ordem. Um dia ele viu uma experiência em um programa de televisão que despertou imediatamente sua imaginação. Havia um aparelho composto de dois cilindros de vidro, concêntricos, de diâmetros diferentes, dispostos um dentro do outro o que deixa um espaço entre eles. Este espaço, como um fosso, era preenchido com glicerina, fluido extremamente viscoso. Uma gota de tinta era colocada na superfície do fluido e o cilindro externo é girado; o fluido entra em movimento rotatório e a gota de tinta começa a ser arrastada, distendida; vai-se tornando um filamento cada vez mais delgado até que desaparece, torna-se invisível. As partículas de tinta 'envolveram-se", confundiram-se no corpo do fluido. Mas, revertendo o giro, a forma delgada reaparece e lentamente retorna à forma de gota, inteira, explícita, não mais envolvida no todo de glicerina. Bohm entende que quando a tinta está "difusa" na glicerina, não se trata de um estado de desordem; antes, é um estado de existência oculta ou em uma "ordem não manifestada". Na visão de Bohm todos os objetos, entidades, estruturas, eventos do mundo visível ou explícito à nossa volta são apenas relativamente autônomos, estáveis e temporariamente, são subtotalidades derivadas da ordem implícita, a ordem oculta do Todo que é indiviso. Bohm imagina um movimento de fluxos contínuos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mover-se continuamente pode-se ver uma eterna atividade de mudanças de padrão dos vórtices, freqüências de onda, correntes, os quais não têm uma existência independente; antes, são abstraídos do movimento, emergindo, surgindo e desaparecendo em um processo de fluxo e refluxo do Todo. Desta maneira, as formas são dotadas de uma subsistência transitória em uma independência ou autonomia de comportamento apenas relativa e não como substâncias, corpos definitivos. (BOHM. A totalidade e a ordem implícita. London/Boston: Paul Kegan - 1980, p 48)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra metáfora que Bohm utiliza para ilustrar a ordem implícita é o holograma. O holograma é uma imagem explícita que esconde imagens implícitas. Tal como a gota de tinta dispersa na glicerina não pode ser visualizada, a imagem em holograma contém uma realidade oculta que surge quando qualquer região do holograma é iluminada por um raio laser. Esta região, qualquer que seja, uma vez focada pela luz revela uma figura tridimensional do objeto ou imagem original que então, pode ser visto em sua totalidade e de qualquer angulo. O aspecto extraordinário do holograma é que se o filme holográfico é cortado, cada pedaço produz uma imagem do objeto inteiro. Fica claro que a forma e a estrutura do objeto todo estão codificadas em cada região do registro fotográfico. Bohm sugere que a totalidade do Universo pode ser entendida como o fluxo contínuo de um gigantesco holograma, a realidade é o holomovimento, o movimento da totalidade, que contém todas as coisas em vários estados de ser implícitos nas regiões do espaço do tempo. A ordem explícita é uma projeção de diferentes níveis de realidade e a aparente estabilidade e densa solidez dos objetos e entidades compostos são gerados e sustentados no contexto de um processo contínuo de envolvimento e desenvolvimento. As partículas subatômicas são constantemente desagregadas no "corpo" da ordem implícita e ciclicamente "recristalizadas" (coaguladas, densificadas). O quantum potencial da interpretação causal é esta ordem implícita. Bohm sugere ainda que o quantum potencial é uma energia auto-organizante porém orientada por um "superquantum potencial", uma Segunda ordem implícita em uma série infinita de ordens hierárquicas, geradoras de formas e relações, algumas formando ciclos fechados, outras, sistemas abertos. Estas ordens, superiores e inferiores, influenciam-se mutuamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bohm acredita que a vida e a consciência estão envolvidas em uma ordem oculta cujas manifestações aparecem em vários graus de desenvolvimento da matéria, incluindo a matéria inanimada bem como os elétrons e plasmas. Ele sugere a existência de uma proto-inteligência na matéria de modo que as transformações evolucionárias não surgem ao acaso, mas como fruto de uma criação em relação integrada com os diferentes níveis de ordem da realidade como um todo. As conotações místicas das idéias de Bohm aparecem em observações do físico que afirma sobre o plano das ordens implícitas que "bem poderia ser chamado plano das Idéias, do Espírito ou da Consciência. A separação entre espírito e matéria pé uma abstração. A essência é sempre Una" (Michel Talbot. The holographic universe. New York: Harper Collins - 1991, p 271).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sunrise Magazine. Fevereiro/março, 1993. Theosophical University&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tradução: ligia cabús&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LINKS RELACIONADOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Bohm: Entrevista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCEITO: Princípio da Incerteza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCEITO: SPIN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCEITO: HOLOGRAMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOME &lt;br /&gt;INDICE: traduções&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;edição: novembro, 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4625119818867900575-7735850110415281923?l=filosofisica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofisica.blogspot.com/feeds/7735850110415281923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2010/06/interview-david-bohm.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/7735850110415281923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/7735850110415281923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2010/06/interview-david-bohm.html' title='Entrevista: David Bohm'/><author><name>Space Shanty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07593252750041163556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/SbWTnVsEtZI/AAAAAAAAAGE/oQBXmoxhjfk/S220/5fd7a14279842db48a123517810f3418img4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4625119818867900575.post-5539063568275073918</id><published>2010-06-10T15:36:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T15:36:04.402-07:00</updated><title type='text'>Campos Morfogenéticos II</title><content type='html'>HOME &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INDICE: traduções &lt;br /&gt;Sheldrake ENSAIO I - ENSAIO III &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QABOOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;centro de estudos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em ciências humanas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;índice: TRADUÇÕES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sociedade, espírito e ritual:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ressonância mórfica e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;inconsciente coletivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RUPERT SHELDRAKE. 1997&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In www.sheldrake.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENSAIO - PARTE II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tradução: ligia cabús &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta parte do ensaio eu pretendo explorar algumas idéias sobre os aspectos culturais e sociais dos campos mórficos e da ressonância mórfica. Uma comparação familiar nos remete às colméias e aos cupinzeiros. Esses agrupamentos são como organismos gigantes nos quais os insetos são como células do superorganismo. Embora reunindo milhares e milhares de "insetos-indivíduos-células", o cupinzeiro e a colméia possuem uma dinâmica de existência que funciona como um todo unificado. De acordo com minha hipótese, as sociedades estão ligadas a campos mórficos próprios que organizam suas estruturas e orientam suas tendências culturais, influindo sobre todos os que estão em sintonia com estes campos. Tal como colméias e cupinzeiros, embora as sociedades sejam compostas por milhões e milhões de indivíduos, sob certos aspectos, podem reagir como um todo orientados pelas características de seus campos mórficos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dos campos energéticos da natureza já conhecidos da ciência possuem uma propriedade semelhante à uma espécie de onipresença, propriedade pela qual se encontram tanto ao redor como dentro das coisas simultaneamente; é uma capacidade de permear, se estender continuamente sem barreiras ou impedimentos em relação a corpos ou substâncias mais densas. Os campos magnéticos, por exemplo, possuem esta característica. É o caso campo gravitacional; a gravidade atua sobre todos os corpos presentes na superfície do planeta1. Deste modo, a teoria dos campos introduz uma perspectiva da realidade que transcende as rígidas definições de "dentro" e "fora".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A biologia comportamental surgiu nos anos de 1920. Edward O. Wilson, fundador da sociobiologia, assinala em seu livro Sociedades de insetos (The insect societies, 1971) que ocorreu uma mudança de paradigma em favor do mecanicismo reducionista quando a explicação para as organizações das sociedades animais se fundamenta em termos de interações entre programas genéticos individuais. Entretanto, existe um problema com esta concepção; se as sociedades animais são como um superorganismo, que tipo de superorganismo é esse? Eu sugiro que existe um campo mórfico que envolve todos os animais. Esse campo coordena a dinâmica do todo bem como, em outra escala, o campo mórfico do corpo humano orienta funções de células, tecidos e órgãos. É uma concepção que descreve as características do fenômeno das sociedades animais de modo mais satisfatório que a idéia de interações meramente individuais ou localizadas entre os seres e as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARAIS E OS CUPINS BRANCOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um caso exemplar é a forma como os térmitas (cupins) elaboram a estrutura de seus cupinzeiros, dotados de colunas entremeadas por arcos em distâncias e medidas regulares. Os térmita são cegos. O interior dos cupinzeiros é escuro; não obstante, os cupins executam estas construções sem o auxílio de um sentido de visão. Edward O. Wilson considera improvável que os cupins se utilizem da audição para realizar a tarefa por causa do constante ruído produzido pela movimentação dos insetos. A hipótese de Wilson, considerado um dos mais expressivos representantes do pensamento reducionista, é que a proeza torna-se possível por meio do olfato, idéia que o próprio Wilson admite ser um tanto forçada. Entretanto, se a construção das colunas e arcos for orientada por um campo mórfico social (de coletividade, de ação coletiva) que envolve todo o cupinzeiro e que contém e comunica as coordenadas do "molde" das estruturas então os movimentos dos cupins seriam guiados por informações oriundas deste campo e, assim, seria fácil entender como os arcos e as colunas são construídos de acordo com uma arquitetura tão regular. É uma possibilidade que pode ser investigada experimentalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos de 1920, o biólogo sul-africano Eugene Marais escreveu A alma das formigas brancas (The soul of white ants) onde descreve suas pesquisas sobre o que acontece quando os ninhos dos térmitas sofrem danos em suas estruturas. Marais introduziu lâminas de aço no centro do cupinzeiro e em variados locais ao redor. As lâminas foram inseridas em profundidade causando dano considerável. Os cupins recuperaram as estruturas construindo arcos e colunas em torno dos limites das lâminas. Seus movimentos eram coordenados mesmo quando grupos de construtores se encontravam separados pelas chapas de aço. Curiosamente, os cupins, ainda que isolados pelas lâminas construíam as colunas e arcadas em proporções e distâncias regulares em relação às estruturas além das paredes de aço. Isto parece demonstrar a existência de algum tipo de influência orientadora que não se detém diante de um obstáculo sólido. Obviamente, tal coisa seria impossível de ser feita tendo como guia o olfato, como Wilson chegou a sugerir. A experiência não foi repetida, embora seja uma empresa fácil de se realizar em países onde os cupinzeiros são comuns. Se o resultado de Marais pudesse ser repetido, isso seria um forte indício da existência de um campo (comportamental) orientador das ações dos indivíduos em casos de mobilizações coletivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WAYNE POTTS E AS MANOBRAS COORDENADAS DOS PÁSSAROS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo ilustrativo da idéia de coletividade como superorganismo é o comportamento dos peixes. Quando predadores introduzem-se em um cardume os peixes movimentam-se rapidamente para os lados abrindo um caminho no meio do grupo. Eles se movimentam muito velozmente em relação ao estímulo inesperado e, nesta movimentação, não se chocam uns com os outros. O mesmo acontece com bandos de pássaros. A revoada se move como se fosse um só corpo, sem colisões entre indivíduos. Recentemente, o pesquisador americano Wayne Potts esteve investigando o comportamento de diferentes grupos de pássaros. Ele filmou seus movimentos em rápida velocidade de exposição mas quando submeteu o filme à lenta reprodução, à câmera lenta, quadro a quadro, descobriu um fenômeno que denominou "movimento de onda", um tipo de manobra extremamente veloz, propagando-se de pássaro para pássaro segundo intervalos em torno de 20 milésimos de segundo; uma evolução muito rápida da evolução dos pássaro a partir do momento do estímulo. Ele mediu o tempo usando pássaros em laboratório, sob condições de completa escuridão e também sob luz ofuscante. Usando flashs de luz,determinou o momento exato de início de reação dos pássaros que, individualmente, respondiam ao estímulo depois de 80 a 100 milésimos de segundo, ou seja, como indivíduos, os pássaros reagiram, em média, quatro vezes mais lentamente do que na situação coletiva, em "movimento de onda". Nos bandos, a movimentação começa mais rápido, quer fossem movimentos laterais, para frente ou para trás. A evolução, na revoada, era iniciada por um único pássaro ou por um pequeno grupo, propagando-se, então, rapidamente entre todos os pássaros, fato que Wayne explica pela ação de um sistema simples de sugestão visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMPORTAMENTO COLETIVO EM GRUPOS HUMANOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admitindo que os bandos de pássaros são coordenados por um campo mórfico e que os "movimentos de onda" propagam-se através deste campo então o fenômeno (do vôo coordenado) torna-se mais fácil de entender, do que sob a ótica da psicologia sensorial convencional. Os exemplos acima ilustram um pouco das concepções que ganham espaço em áreas do conhecimento nas quais as investigações práticas são possíveis (passíveis de experimentação objetiva), experiências que sugerem a existência de uma "mente de grupo" ou campos de comunicação próprios, energéticos, substanciais, conexos a grupos, relacionados aos comportamentos coordenados de coletividades animais. Tem sido sugerido que um fenômeno similar pode ocorrer em atividades de grupos humanos, especialmente no que se refere ao comportamento das multidões. Alguns estudos têm sido desenvolvidos. A psicologia social denomina o fenômeno "comportamento coletivo" do qual são exemplos: as grandes aglomerações de torcedores de times de futebol, hordas que se mobilizam em torno de revoluções políticas, casos de linchamento, rejeições coletivas bem como todo tipo de rápida propagação de um fenômeno comportamental ou de usos em sociedades, como as modas, as fofocas ou boatos, os hábitos de entretenimento, os jogos; são fenômenos notavelmente apropriados como objetos de estudo da teoria dos campos mórficos associados a grupos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevistas, atletas de times vitoriosos comumente comparam suas equipes a um organismo composto no qual todos os integrantes estão coordenados e conscientes sobre o desempenho funcional esperado de cada um dos jogadores. O time se comporta mais como um organismo do que como uma composição de individualidades. Ao longo dos treinos em grupo, os times definem as funções de cada atleta. Palavras como "empatia" ou expressões como "sexto sentido" são usadas com freqüência quando os atletas descrevem a sensação que experimentam. Se as sociedades são coordenadas por campos mórficos então podemos compreender que também estes grupos, tais como comunidades ou nações, se reúnem e se dispersam, como pode acontecer com um time esportivo mas, naturalmente, as sociedades devem ser conexas com campos mórficos mais fortemente estabelecidos no tempo e no espaço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós estamos nestes campos, literalmente, todo o tempo; campos de família ou parentesco, campos de nacionalidade, de localidade, campos dos vários grupos aos quais pertencemos. Seria uma condição inerente à existência o fato estarmos "contidos", "mergulhados" nestes campos, sujeitos à ressonância de um amplo espectro de padrões coletivos de organização; mas porque estes campos estão sempre presentes, não os percebemos; podemos admitir sua existência da mesma forma como reconhecemos a existência do ar que respiramos, sempre presente e tão natural que nos tornamos indiferentes à substancialidade do ar e ao próprio ato de respirar. Mas se prendemos a respiração por algum tempo, se nos afogamos no mar, logo sentiremos a ausência do ar e rapidamente tomaremos consciência do quanto precisamos dele. Analogamente, pessoas submetidas a confinamento solitário, rapidamente manifestam reações que refletem a importância da interação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos antropólogos têm comentado sobre "um algo indefinido" que mantém juntos os membros de uma sociedade. O sociólogo francês Emile Durkheim, refere-se a este "algo" como "consciência coletiva" (em francês, a palavra consciência refere-se tanto ao estado e instância psíquicos opostos à inconsciência e inconsciente quanto às idéias de percepção, sentimento). Ele acreditava que uma das principais funções da "consciência coletiva" era manter a coesão do grupo social. É uma idéia próxima às concepção de campo de grupo, mente de grupo e muitas das atividades da consciência de grupo são relacionadas à sustentação, equilíbrio e continuidade da existência do próprio campo coordenador do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SOMBRA E A MENTE GRUPAL DE McDOUGALL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 1930, William McDougall (1920-1972), que escreveu Mente de grupo (The group mind) e muitos outros livros sobre psicologia social, cogitava a existência de uma mente coletiva atuante sobre todos os membros de uma sociedade, dotada de pensamentos e lembranças próprios. Se admitimos a mente de grupo como aspecto de um campo mórfico social, a memória desta mente seria aquela memória em construção, que se atualiza, se renova continuamente em função da interferência da ressonância mórfica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema com este tipo de idéia é que, até agora, ainda não foi possível definir o quê é "mente de grupo" ou como isto pode ser "medido" - determinado como real, existente objetivamente. Submetida às premissas da sociologia positivista, que prevaleceu em passado recente e ainda hoje se impõe, a concepção de McDougall de "mente de grupo" ou "mente coletiva" não poderia ir muito longe. Em condições sociais traumáticas, em um momento socio-histórico marcado pelo choque, apenas alguns permaneceram receptivos às pesquisas em torno de forças coletivas. Nos anos de 1930, um lado sombrio da consciência coletiva manifestou-se de forma tangível na Alemanha nazista. A expressão desta sombra foi tão funesta e real que muitas pessoas tomaram horror a qualquer concepção de sugerisse a existência de "mentes coletivas" ou consciência de grupo. Esta fobia ao assunto mente coletiva somente começou a ser superado nas últimas décadas (anos de 1960 aos 90). É necessário, portanto, reconhecer que ainda há muito a ser aprendido sobre o pensamento e sobre os aspectos positivos dos campos comportamentais coletivos ou consciência de grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas teorias socio-antopológicas mais recentes, uma visão holística da sociedade vem ganhando espaço. De fato, assim como tem se verificado com as ciências físicas e biológicas (ciências naturais), que foram durante longo tempo fundamentadas em princípios reducionistas, atualmente, ciências como sociologia e antropologia, ciências humanas, têm procurado estabelecer uma perspectiva holística em bases confiáveis. Esta busca, empreendida mediante um esforço de expansão das fronteiras intelectuais, é uma característica de reflexões, como as de Durkheim, sobre consciência coletiva; ou como o conceito de "mente de grupo" de McDougall, que abriram caminho para Jung e sua concepção de inconsciente coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SOCIEDADE É UM ORGANISMO ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de sociedade humana como um organismo é amplamente difundida; talvez seja a metáfora mais comum em toda a história do pensamento ocidental. Aparece na linguagem em expressões como "o corpo político", "cabeça de Estado", "braço da Lei". Existem metáforas que se referem à Unidade de uma natureza orgânica da sociedade. A mesma noção se apresenta em metáforas religiosas, como as que descrevem a Igreja Cristã à semelhança de um corpo composto de numerosos membros. No século XVII (anos 1600), quando o pensamento político, em geral, se distanciava das concepções atomistas, o filósofo Thomas Hobbes referiu-se à sociedade, enquanto Estado civil, chamando-a Leviatã, monstro gigantesco, de todo modo, um animal, um organismo. Por outro lado, embora muitos de nós pensem na sociedade como um ser coletivo, um organismo vivo, o planeta, a Terra, é um ser entendido e tratado como um ser morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não foi sempre assim; "mater", em latim, significa "mãe" e também "matéria", enquanto qualquer substância. Em inglês, o termo "matter", matéria, refere-se a qualquer entidade ou coisa perceptível por qualquer meio e "material" designa o físico, o corpóreo. Nas línguas indo-européias, a raiz da palavra, "matter", matéria, é, igualmente, "mother". Infelizmente, desde o século XVII, na consciência ocidental, a imagem viva da "Mãe Natureza" foi trocada pela visão da matéria inerte de um reino mineral feito de pós, pedras e areias, líquidos, magmas, vapores, suportes da vida supostamente mortos. A "Mãe" foi relegada ao inconsciente, somente preservada como recordação etimológica obscura ecoando distante na palavra "matéria". A noção de matéria bruta (em oposição à matéria viva) ainda prevalece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falamos de crescimento econômico, de uma economia "saudável" ou "doente", de ciclos econômicos. A economia, nestes termos, tem todos os atributos de um enorme ser vivente dotado de uma autonomia que, não raro, escapa ao controle dos políticos, empresários e banqueiros. A economia é um exemplo de sistema autoregulado, auto-organizado e que possui uma essência bastante viva embora seja descrita entre números e gráficos de uma frieza cadavérica. Na realidade, porém, a economia sobrevive às custas da Terra, do planeta, e este é um problema que tem ocupado muitas pessoas. O entendimento de um campo mórfico que abriga uma memória em construção poderia explicar muitos aspectos das experiências da vida social. Tradições, costumes, padrões, podem ser vistos como recursos que capacitam as sociedades a manterem seus princípios de organização, preservando sua autonomia, sua estrutura e relações de sustentação através de gerações, consensualizando as tendências das individualidades em um processo contínuo, entre ciclos de nascimentos e mortes. É um modelo similar ao campo morfogenético que coordena o todo da vida em um corpo orgânico, integrando as atividades das células e tecidos que se matem estáveis em suas funções embora contínua renovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RITUAIS: O ESPIRITUAL E O MUNDANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há certos contextos nos quais a memória social não somente "vem" à consciência mas, antes, é invocada através de rituais. Os rituais são encontrados em todas as sociedades do mundo, tanto os de natureza religiosa quanto os da cultura mundana. Um exemplo é a festa judaica da Passagem ou Páscoa Judaica, que remete à terrível visita da morte ao Egito quando todos os primogênitos pereceram exceto os filhos dos judeus2, protegidos por um ritual: o sacrifício de um cordeiro cujo sangue foi usado para marcar as portas dos israelitas. Na missa cristã, a Santa Comunhão, na qual toma-se o vinho como sangue e o pão como carne (corpo) do Cristo, refere-se àquele ritual judaico primitivo. Na releitura cristã, no mesmo mito essencial, os símbolos são substituídos: Jesus passa a ser o Cristo, "o ungido", cordeiro escolhido para o sacrifício que salva o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as sociedades existem centenas de rituais socioculturais. Na América (USA), existe o costume nacional do Jantar de Ação de Graças que comemora o primeiro destes jantares, oferecidos pelos colonos depois de se estabelecerem em New England. Existem também os pequenos rituais cotidianos, como nossos gestos de saudação e despedida. A expressão "good bye", por exemplo, foi, em sua fórmula original "God be with you" (Deus esteja com você). Assim, quando dizemos "good bye" estamos proferindo uma benção em um gesto que ainda conserva algo da força de um ritual muito antigo e muitas pessoas ainda têm consciência daquele significado original. Gestos semelhantes, em pequena em larga e escala, ainda persistem em nossas modernas condutas esclarecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quê as pessoas pensam que estão fazendo quando praticam rituais? Na maioria dos rituais, geralmente, a cerimônia é associada a um história (mito) que remonta a um evento primitivo, ancestral e, muitas vezes, esquecido. Há muitos séculos, a noite de Guy Fawkes é uma tradição na Inglaterra. No dia cinco de novembro acendem-se fogueiras, fogos de artifício e bonecos são queimados. Neste caso, a explicação atual da comemoração se refere a um homem, chamado Fawkes, um conspirador católico que, no século XVII, na chamada Conspiração da Pólvora, tentou explodir o Parlamento. Entretanto, por trás desta versão existe outra, cuja origem é um ritual muito mais antigo: o festival celta da morte, costume pré-cristão, celebração do dia primeiro de novembro, que encerrava o ano velho e marcava o início do ano novo. O ano que passava era representado por bonecos que eram lançados em fogueiras, como os bonecos e fogueiras da noite de Guy Fawkes. Acreditava-se que durante o festival abria-se uma falha no espaço e no tempo, portal através do qual se comunicavam, naqueles dias, os mortos e os vivos, presente, passado e futuro. A véspera do Festival da Morte era o Halloween, quando espíritos e fantasmas retornavam do além e os mortos caminhavam novamente. No calendário cristão, o dia primeiro de novembro é o "Dia de Todos os Santos" e o dia dois, é o Dia das Almas, o Dia de Finados, quando missas fúnebres encomendadas são rezadas na igrejas. As celebrações atuais são ecos de rituais muito antigos: padrões precedendo padrões e é assim que muitos rituais do passado mais remoto sobrevivem na contemporaneidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RITUAIS E RESSONÂNCIA MÓRFICA COM ANCESTRAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rituais são de natureza extremamente conservadora e devem ser executados de um modo certo, que procura semelhança com uma fórmula original utilizada no passado mais remoto. As partes faladas de uma fórmula ou ritual importante, em geral são proferidas em língua sagrada. Os rituais do bramanismo, na Índia, utiliza o sânscrito, língua extinta há tempos e atualmente somente falada entre os brâmanes. As frases e palavras em sânscrito devem ser pronunciadas na entonação e ordem corretas para que os rituais sejam eficientes. Encontramos prática similar no contexto do Cristianismo. A Igreja Copta3, cuja origem remonta à Antigüidade, ainda conserva o copta, língua falada no Antigo Egito. Hoje, no Cairo, o copta ainda existe como referência cultural mas a língua do país é muito diferente da língua falada nos tempos dos faraós. O copta pode ser considerado como uma língua morta entretanto, graças à sobrevivência do copta na liturgia da Igreja Copta, obteve-se um ponto de partida decisivo no processo que permitiu decifrar a língua do Antigo Egito pela tradução dos textos da Pedra Roseta 4. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o mundo, os atos rituais obedecem a fórmulas5: movimentos, gestos, palavras, músicas. Um mesmo padrão, vigente em um país ou região, é conhecido e repetido por qualquer praticante familiarizado com o ritual. A repetição institui, re-institui, preserva a fórmula que foi elaborada em um passado distante. Quando as pessoas são perguntadas sobre o "por quê" fazem isso (repetem cerimônias rituais), respondem com freqüência que tais práticas lhes permite compartilhar ou desfrutar de uma espécie de convivência com seus ancestrais, seus predecessores naquele ritual. Muitos rituais são evocações deliberadas, conscientes apelos a uma remissão da memória das primeiras cerimônias realizadas. Se a ressonância mórfica atua como eu penso, o ritual repetido, conservador de simbolismos e crenças, pode criar as condições propícias à excitação de um campo mórfico que influencia todos os participantes do ritual e todos os que por qualquer experiência idiossincrática adquiriu certa empatia com os significados das cerimônias. A sobrevivência destes rituais em todas as culturas do mundo poderia ser interpretada como decorrência de um sistema de conexões estabelecidas por ressonância. Os rituais "co-memorativos"6, que propõem uma re-ligação com ancestrais, poderiam, então, de fato, produzir uma comunicação transcendental, uma conexão com o passado, em todos os sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANTRAS E CONEXÃO ESPIRITUAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a perspectiva da teoria da ressonância mórfica vários aspectos religiosos podem apresentar novos significados. Considere-se, por exemplo, o uso dos mantras nas tradições orientais. Os mantras são sons vocalizados (fonemas) sagrados ou palavras que freqüentemente não possuem um significado objetivo. O mais conhecido dos mantras é o indiano OM. Um mantra cristão e, de fato, também é um mantra entre judeus e muçulmanos, é AMEN, que significa, literalmente, "Assim seja", expressão que uma vez adotada foi impregnada de um alto valor como mantra. A forma original, AMEN, é um mantra extremamente poderoso. O "Amen" sobrevive; é um dito que finaliza hinos e orações cristãos embora muitas pessoas não se dêem conta da importância daquele "Amen" tantas vezes repetido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas tradições do Tibete e da Índia, o guru ou mestre comunica o mantra ao discípulo como parte da iniciação. Usando o mantra o discípulo pode se conectar com o guru bem como acessar a totalidade da tradição de sua escola. No budismo tibetano existe uma prática de visualização do passado obtida por meio da vocalização do mantra. Os iniciados experimentam a visão do guru flutuando sobre suas cabeças e, então, podem ver toda uma linhagem de mestres que existiram antes daquele que os conduz agora, remontando até o próprio Sidarta Gautama, o Buda. Existem pinturas tibetanas que mostram pessoas sentadas, em meditação; uma árvore cresce em suas cabeças, árvores alegorizadas, que possuem em seus ramos rostos humanos e outras figuras. São as Árvores das Linhagens que representam a evolução espiritual através da qual o conhecimento é transmitido de discípulo em discípulo. Somente a ressonância mórfica fornece uma explicação compreensível para a força dos mantras e também para a permanência de certas proibições que, de outra forma, não fazem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as religiões condenam a blasfêmia e o uso leviano de palavras sagradas, como a proibição judaico-cristã de proferir o nome de Deus "em vão". Quanto aos mantras, as pessoas são sempre instruídas a usá-los somente em contexto adequado, jamais em meio a uma situação casual. Os gurus indianos advertem que o uso incorreto ou abusivo enfraquece o mantra. Isso faz sentido se examinado em termos de ressonância mórfica. A emissão do mantra em condições desfavoráveis, ao invés de funconar como chave de sintonia entre o emissor e uma linhagem de gurus ou com outro nível de consciência, pode produzir uma sintonia aleatória com outras freqüências não desejadas, produzindo uma percepção confusa de sinais, diluindo, corrompendo ou neutralizando a eficiência do mantra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAMINHOS RELIGIOSOS E ESCOLAS ARTÍSTICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros aspectos característicos das tradições religiosas tornam-se claros quando se admite a hipótese dos campos mórficos. Muitos mestres religiosos comparam seu modo de ser e viver a um caminho, como no Cristianismo, quando Jesus diz: "Eu sou o caminho" ou como no Budismo e seus oito caminhos de Buda7. Através da iniciação religiosa, o indivíduo é introduzido em práticas que foram experimentadas antes, inúmeras vezes, pelos iniciadores e pelos iniciadores dos iniciadores, como Cristo ou Buda; um caminho que desde o primeiro mestre foi percorrido por legiões de adeptos. As pessoas que "viveram" estes caminhos criaram um campo mórfico; e não somente os pioneiros históricos mas, sobretudo, aqueles que seguiram os pioneiros contribuindo para o fortalecimento do campo tornando o caminho mais fácil de ser percorrido para os que chegaram depois. No cristianismo, este conceito é declarado explicitamente no Credo dos Apóstolos, na doutrina da Comunhão dos Santos e os "Santos" são aqueles que trilharam o caminho nos tempos passados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aplicando estas idéias às noções de "escolas de pensamento" ou "escolas de arte" temos outras áreas de tradições na qual grupos de pessoas experimentam um ideal comum e um padrão comum de atividade. Novamente, tradições artísticas e filosóficas fazem mais sentido como reflexos de uma pré-organização comunicada pela ressonância dos campos mórficos. Historiadores da arte escreveram sobre "correntes de influência" da escola de Veneza ou da escola Flamenga, por exemplo. Estas misteriosas "correntes de influência" podem ser entendidas como o resultado de um processo de sucessão de escolas de arte sintonizadas com campos mórficos que remetem às primeiras escolas (eu devo esta idéia a Susan Gablik, 1977). Se a criação das pinturas, da telas, é orientada por um campo mórfico que "inspira" seus estilos e expressões representativas, então pode existir um tipo de "linha de criação" que se mantém através da ressonância, algo que funciona por meio de um efeito cumulativo. Um quadro é elaborado no contexto de uma escola; ao longo do tempo, outras pinturas são criadas nos padrões desta escola e a cada nova pintura "imprime-se" uma alteração no campo desta escola. Um animal de certa espécie que sofre a influência de um campo morfogenético correspondente, por sua vez, contribui para a evolução deste mesmo campo; do mesmo modo, a criação de uma obra de arte é influenciada por um campo de estilo, a "escola"; e a escola, em retorno, evolui a cada nova obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS PARADIGMAS CIENTÍFICOS DE THOMAS KHUN E OS CAMPOS MÓRFICOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma análise similar pode ser aplicada à história das ciências. Diferentes escolas de pensamento e diferentes áreas de questionamento científico poderiam ter seus próprios campos mórficos. De fato, fala-se em "campo da física", "campo da biologia", "campo da geofísica" e assim por diante; e cada campo da ciência tem seus subcampos. Em física existe a astrofísica, a física quântica e em todas as áreas existem os iniciadores, uma mitologia, um folclore, pais e fundadores. Este é, essencialmente, o insight de Thomas S. Khun, em seu livro The structure of scientific revolutions (A estrutura das revoluções científicas, 1970). Ele diz que a ciência é uma atividade social e que os cientistas são iniciados como profissionais dentro de grupos já constituídos de cientistas veteranos. Estes grupos sociais são autoreguláveis e auto-organizados, como são muitos outros campos estruturantes. Os cientistas reagem logo quando "leigos na área" fazem críticas ou sugestões aos procedimentos de uma especialidade. Físicos, por exemplo, estão certos de que são os melhores para julgar o que é válido em fenômenos físicos. Quando as autoridades governamentais querem regular a ciência física para seus próprios fins, fazem isso com auxílio de físicos. Eles organizam comitês e agências onde se reúnem com seus pares para examinar as questões. Outros grupos profissionais seguem este padrão: associações comerciais, a Associação Médica Americana etc.. Khun destaca que, em geral, existe um consenso dentro de cada grupo sobre os temas e problemas considerados relevantes como objeto de atenção bem como existe um consenso sobre um modo correto de abordagem dos problemas. É que se chama de paradigma. Em seu livro, Khun usa a palavra paradigma em dois sentidos, o quê fica claro na segunda edição da obra. O paradigma não é somente um caminho conceitual de abordagem dos objetos, um modelo; antes, é uma experiência consensual, uma visão da realidade que norteia o pensamento de uma comunidade profissional. Em cada grupo, os membros estabelecem um modelo sobre o perfil daqueles que podem ser considerados como seus pares e aqueles considerados leigos, estranhos que não se encaixam no padrão do grupo. Este é o aspecto social do paradigma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paradigma relaciona-se a modelos de problemas e de soluções, caminhos, perspectivas. O paradigma de Newton é um modelo de abordagem para questões da física. As equações gravitacionais newtonianas são exemplo de modelo. Os estudantes, enquanto percorrem os estágios rumo à níveis de graduação cada vez mais elevados, deparam-se com problemas cuja complexidade vai aumentando e sempre recorrem a exemplos, modelos de solução. A troca de paradigma implica a adoção de novas perspectivas de solução, nova orientação de pensamento, novo consenso de grupo. Goblik e Khun comparam o conceito de paradigma, nas ciências, à noção de estilo, na arte; paradigmas possuem um tipo de desenvolvimento cumulativo, qualidade característica do estilo nas tradições artísticas. Khun desenvolve bastante a teoria que aproxima os modelos de desenvolvimento das ciências e das artes. Até então, as ciências eram tratadas como se fossem uma atividade da razão em isolamento e que evolui baseada no acúmulo imparcial de conhecimentos, completamente dissociada de outras práticas sociais. A ciência somente tinha lugar no contexto de uma ambiência estritamente científica. Khun demonstrou que os mesmos padrões aceitos por historiadores da arte são vigentes também na orientação de trabalhos científicos. Paradigmas entendidos como reflexos de campos mórficos são coerentes com o forte poder de manutenção que estes modelos apresentam. As contribuições de todas as esferas da vida social são o fator que permite aos paradigmas se estabelecerem com força de permanência. Uma ressonância mórfica poderosa é gerada pelo "fazer as coisas de certa maneira". As mudanças de paradigma são difíceis exatamente porque existe uma grande resistência em um padrão vigente que, para ser mudado, exige uma interferência poderosa capaz de gerar uma ressonância impositiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A gravidade atua sobretodos os corpos que e xistem na órbita do paaneta Terra porém, com diferentes intensidades, de acordo com a massa dos corpos, movimento, velocidade, sentido, localização em relação ao nível do mar etc.. [N. do T.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Episódio bíblico da história de Moisés. [idem]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Copta: idioma dos coptas, antigos habitantes do Egito, foi falado até o século XVI; persiste em nossos dias como língua litúrgica dos cristãos monofisitas egípcios. (ENCICLOPÉDIA BRITÂNICA - v. 15, p. 130. São Paulo: Melhoramentos, 1966. N. do T.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Pedra Roseta: fragmento de estela de basalto negro (parte de coluna monolítica), foi descoberta perto da cidade egípcia de Roseta, em 1799. Encontra-se no Museu Britânico e possui inscrições em três idiomas: uma em hieróglifos, outra em demótico e a terceira em grego. Foi decifrada pelo sábio orientalista Champollion que se utilizou de seus conhecimentos do copta e dos idiomas semíticos. O acerto de Champolilion foi estabelecer o copta como uma evolução do idioma do Antigo Egito. (ENCICLOPÉDIA BRITÂNICA - v. 7;15, p. 306;429. São Paulo: Melhoramentos, 1966. N. do T.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Os rituais são, sob seu aspecto de realização formal, semelhantes a roteiros que orientam uma dramaturgia coreografada. O ritual é um evento programado e possui um texto, em boa parte, pré-estabelecidos. Observe-se a missa católica, com suas passagens obrigatórias, momentos para sentar, ajoelhar e ficar de pé, a resposta dos fiéis à oração do sacerdote etc.. Outro exemplo de gestual padrão é a cerimônia do chá, da cultura japonesa, mistura de exercício filosófico e meditação. [N. do T.] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Como memorar coletivamente, provocando e desfrutando de lembranças comuns.[idem] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. "Os Oito Nobres Caminhos de Buda compreendem: percepção correta, pensamento correto, fala correta, comportamento correto, meio de vida correto, esforço correto, atenção correta e concentração correta." (A doutrina de Buda. São Paulo: Martin Claret, 2003 -col. Obra prima de cada autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In www.sheldrake.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENSAIO - PARTE II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tradução: ligia cabús&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOME &lt;br /&gt;INDICE: traduções &lt;br /&gt;Sheldrake ENSAIO I - ENSAIO III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;edição: novembro de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4625119818867900575-5539063568275073918?l=filosofisica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofisica.blogspot.com/feeds/5539063568275073918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2010/06/campos-morfogeneticos-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/5539063568275073918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/5539063568275073918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2010/06/campos-morfogeneticos-ii.html' title='Campos Morfogenéticos II'/><author><name>Space Shanty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07593252750041163556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/SbWTnVsEtZI/AAAAAAAAAGE/oQBXmoxhjfk/S220/5fd7a14279842db48a123517810f3418img4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4625119818867900575.post-8184500076587354289</id><published>2010-06-10T15:32:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T15:32:26.729-07:00</updated><title type='text'>Campos morfogenéticos</title><content type='html'>HOME &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INDICE: traduções &lt;br /&gt;Sheldrake ENSAIO II - ENSAIO III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QABOOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;centro de estudos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em ciências humanas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRADUÇÕES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mente, memória, ressonância mórfica,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;arquétipos e inconsciente coletivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rupert Sheldrake, 1987&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ensaio, eu vou discutir o conceito de memória coletiva como "pano de fundo", fundamento, para a compreensão da teoria junguiana do Inconsciente Coletivo. Isto porque o inconsciente coletivo somente pode fazer sentido em um sistema que inclua uma memória coletiva. Isto nos coloca diante de uma ampla área de exame da natureza e do princípio da memória - não apenas no âmbito da experiência humana ou do reino animal, não restrito ao plano das coisas vivas mas, antes, um exame que precisa incluir o universo como um todo. É uma perspectiva que acompanha as profundas mudanças de paradigma que têm orientado a ciência contemporânea; da visão mecaniscista para uma visão holística e evolucionária do mundo ou, visão holística de um mundo em evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitas áreas do conhecimento, o cartesianismo mecanicista ainda predomina como modelo de pensamento, especialmente em medicina e biologia. Noventa por cento dos biólogos ainda são declaradamente mecanicistas e, embora a Física venha se encaminhando para além desta visão, muitas de nossas idéias sobre a realidade objetiva ainda são condicionadas pela herança mecanicista. Por estas razões, examinaremos demonstrativamente algumas das hipóteses fundamentais do mecanicismo, observando a ordem histórica em que surgiram e como hoje estão profundamente arraigadas em nosso pensamento e, por conseguinte, influenciando decisivamente nossa maneira de interpretar os mais variados fenômenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAÍZES DO MECANICISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o misticismo neoplatônico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As raízes do mecanicismo que floresceu no século XVII (anos 1600) podem ser encontradas na religiosidade e na filosofia mística da antigüidade. De fato, a visão mecaniscista surgiu da síntese de duas tradições filosóficas, ambas com base num insight (entendimento intuitivo) místico de que a realidade é imutável e atemporal. A mais conhecida destas tradições provém dos pensamentos de Pitágoras e de Platão, cada um a seu modo, fascinado, pelas verdades eternas matemáticas e.ou ideais. No contexto do século XVII, na cena da Europa cristã, aquelas idéias foram traduzidas em uma concepção de natureza governada por idéias atemporais, proporções, princípios ou leis que existiam na mente de Deus. Esta visão de mundo, aceita por filósofos e cientistas como Copérnico, Kepler, Descartes e Newton, foi incorporada aos fundamentos da física moderna. Esta espécie de neoclassicismo científico defendia a idéia de que números, proporções, equações e princípios matemáticos seriam mais reais que os fenômenos experienciados. Ainda hoje, muitos matemáticos simpatizam com este misticismo de inspiração pitagórica. Acreditam que o mundo é a reificação ("coisificação", substancialização, materialização) de princípios matemáticos, reflexo de leis numéricas eternas. É uma idéia estranha para a maioria das pessoas que identificam a realidade com os perceptíveis físicos e consideram as equações matemáticas como criações resultantes de abstrações da mente humana e, em muitos caos, possivelmente incapazes de descrever a totalidade do mundo real. Todavia, tanto o pensamento pitagórico, da essência numérica, quanto a concepção platônica, da essência ideal, permanecem sendo evocados em sistemas importantes da ciência atual que admitem uma natureza determinada por leis eternas, imutáveis e onipresentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAÍZES DO MATERIALISMO: O ATOMISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Segunda visão materialista de imutabilidade que emergiu no século XVII, originou-se também de um pensamento grego ainda mais antigo, um conceito denominado de "realidade imutável". O pré-socrático Parmênides teve a idéia de que somente o SER É - ou, somente o SER QUE É EXISTENTE-NO-PRESENTE de fato existe e o NÃO-SER, simplesmente não existe. Se e quando alguma coisa É-existe, tal coisa não pode deixar de ser porque a mudança implicaria uma combinação de estados ou estado intermediário entre o SER e o NÃO-SER, o que, para Parmênides, é uma situação impensável. Em conseqüência, a realidade deveria ser algo homogêneo, como uma esfera imutável. Entretanto, a idéia de Parmênides falha diante de um mundo que é ostensivamente heterogêneo, instável e multiforme. Parmênides argumenta que essa heterogeneidade de fenômenos na experiência é uma condição ilusória (e aqui aproxima-se buddhismo esotérico). A solução de Parmênides não foi satisfatória e assim, pensadores posteriores tentaram encontrar argumentos que validassem a teoria da uma imutabilidade real oculta sob a aparência da mutabilidade ilusória. Adveio, então, a solução ATOMISTA que propõe uma realidade constituída por um incontável número de esferas imutáveis ou partículas: os átomos. Ao invés de uma grande e imutável esfera, conceberam os atomistas, miríades de esferas minúsculas e imutáveis movendo-se no vácuo (no vazio, no espaço cósmico). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes termos, as aparências e formas volúveis e tão diferenciadas que compõem o mundo são explicadas como resultantes de movimentos, permutas, interações entre átomos. Este é insight original do materialismo: uma realidade que emerge de matéria eterna, imutável em variadas e evanescentes combinações. Das acomodações entre as tradições pitagórico-platônica e materialista (atomista), emergiu, finalmente, a filosofia mecanicista do século XVII (período Renascentista) e uma concepção dualista do cosmo que perdura até hoje. De um lado, átomos eternos em sua matéria incorruptível, inertes em sua essência substancial mas ainda assim, coisa, substância; no extremo oposto, a essência imutável caracterizada como não-material, uma realidade de matrizes em leis e arquétipos; idéias, e não coisas materiais em si. No interior deste dualismo uma concordância se mantém: as duas concepções acolhem uma instância de imutabilidade, associada à eternidade e descuidam do mutável e do mutante, do aspecto evolutivo do universo, que se impõe pela evidência dos fatos em observação. Durante muito tempo, os físicos mantiveram uma certa resistência em aceitar a evolução em sua área porque é uma idéia que parece não se ajustar às noções de matéria imutável e leis eternas. Na física moderna, entretanto, a matéria é vista como forma de energia e a eternidade da energia toma o lugar da eternidade da matéria. É um passo significativo mas ainda não esclarece uma série de enigmas intrigantes no modo de ser da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A EMERGÊNCIA DO PARADIGMA EVOLUVCIONÁRIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos séculos, o paradigma evolucionário vem ganhando espaço. No século XVIII, o desenvolvimento social, científico e artístico foram vistos como um processo evolucionário progressivo. A Revolução Industrial reforçou este ponto de vista na Europa e na América. No começo do século XIX, já havia filosofias evolucionárias e por volta de 1840, a teoria social evolucionário marxista começava a ser difundida. Neste contexto, quando se estabeleciam teorias evolucionárias sociais e culturais, Darwin propôs sua teoria da evolução biológica que estendia a visão evolucionária à totalidade dos fenômenos da vida. Entretanto, essa visão ainda não se aplicava ao Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darwin e neo-darwinistas tentaram restringir a idéia da evolução da vida aos limites da Terra; evolução na Terra em Universo estático ou pior, um Universo concebido como termodinamicamente estacionário, um "fogo-morto". Tudo mudou a partir de 1966, quando físicos aceitaram uma cosmologia evolucionária na qual o Universo não é considerado eterno. Ao contrário, admitindo um começo para o Universo, uma grande explosão - o Big-Bang - ocorrida há cerca de 15 bilhões de anos, admitia-se, necessariamente, uma duração, um tempo de existência. Hoje, a física evolucionária, com poucas décadas de investigação, pouco sabe ainda do que pode advir como conseqüência dos estudos sugeridos pela teoria do Big-Bang. A física apenas começou a se adaptar a esta nova visão que contesta e modifica conceitos fundamentais e, em especial, a idéia das leis eternas. Considerando válida a hipótese do Big-Bang, surge a questão sobre as leis eternas da natureza: onde estavam estas leis ANTES do Big-Bang ? Se as leis da natureza existiam antes do Big-Bang então fica claro que tais leis não são físicas; de fato, neste caso, devem ser metafísicas e, no âmbito da metafísica, novamente se abre o espaço para a concepção das leis eternas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEIS DA NATUREZA OU SIMPLESMENTE HÁBITOS ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alternativa para as leis eternas ou mecânicas é a possibilidade do Universo ser mais como um organismo do que como uma máquina. O Big-Bang evoca os relatos míticos que se referem à germinação de um ovo cósmico: ele se auto-fecunda e cresce, em auto-geração-degeneração pois seu crescimento é uma auto-diferenciação interna, mais semelhante a um embrião gigantesco e não como a portentosa máquina imaginada pela teoria mecanicista. Esta alternativa orgânica, permite pensar as leis da natureza mais parecidas com hábitos; talvez as leis da natureza sejam hábitos do Universo e talvez o Universo possua uma memória em construção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cerca de 100 anos, o filósofo norte-americano C. S. Peirce dizia que se nós pretendemos aceitar a evolução seriamente, se aceitamos que uma parte do Universo está em evolução, então, temos de necessariamente admitir que as leis da natureza se estabelecem ou funcionam de modo semelhante ao que rege a formação dos hábitos. Esta idéia foi se tornando comum especialmente na América; foi adotada por William James, outro notável pensador norte-americano e livremente discutida no fim do século XIX. Mais tarde, na Alemanha, Nietzsche sugeriu que a seleção natural também determina a validade das leis da natureza; talvez existissem muitas Leis da Natureza em formação mas somente as leis, ou modelos, bem sucedidos sobreviveriam; por conseguinte, o Universo conhecido evolui regido por leis que se renovam por seleção natural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, os biólogos inclinam-se a interpretar a regularidade dos fenômenos em termos de hábito. A mais interessante destas teorias foi elaborada pelo inglês Samuel Butler, cujas obras mais importantes sobre o tema são os livros Life and Habit (Vida e hábito, 1878) e Unconscious Memory (Memória inconsciente 1881). Butler concebe a totalidade da vida como que envolvida e dirigida por uma memória inconsciente, inerente ao próprio fenômeno "Vida". Os hábitos, os instintos dos animais, os modos-padrão de desenvolvimento embrionário, todos estes fenômenos desenvolver-se-iam refletindo princípios básicos contidos na memória inerente à vida. Butler propôs, ainda, que poderia existir memória inerente nos átomos, nas moléculas, nos cristais. A partir do advento desta biologia evolucionária, no começo do século XX, o pensamento mecanicista perdeu sua hegemonia entre os biólogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMO SURGEM AS FORMAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hipótese da causação formativa, que é base do meu próprio trabalho, surgiu de investigações sobre a forma biológica, a forma dos seres vivos. Dentro da biologia, tem havido uma longa discussão sobre como entender o modo de desenvolvimento embrionário. Como crescem as plantas a partir das sementes? Como se desenvolve um embrião a partir de um óvulo fertilizado? Isso é um problema para os biólogos; não é problema para as árvores e embriões que simplesmente fazem isso! São os biólogos que encontram dificuldade para explicar a causa da forma. Em física, em muitos contextos e sentidos, a causa determina o efeito. Quantidade de matéria, valores das forças envolvidas no momentum de ocorrência de um fenômeno, no momentum de uma mudança de estado, são fatores (ou vetores) que determinam o fenômeno seguinte. A causa é considerada em relação ao efeito e o efeito, em relação à causa. Quando observamos o crescimento de um carvalho a partir de uma "bolota", parece não haver nenhuma forma de relação de equivalência ou proporção entre a causa e o efeito, não, ao menos, uma relação de causalidade óbvia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XVII, a principal teoria mecanicista contentava-se em admitir sem maiores discussões que o carvalho estava contido na bolota ou seja, dentro de cada bolota existiria um carvalho em miniatura que se expandia até alcançar tamanho e forma de um carvalho completamente crescido. Era uma teoria amplamente aceita e das mais firmemente instituídas, dentro do sistema mecanicista como foi concebido em seus primórdios. Porém as críticas não tardaram a surgir de reflexões inevitáveis: 1. se o carvalho crescido produz suas próprias bolotas que contêm em si outros carvalhos produtores de mais bolotas; admitindo que um carvalho contém carvalhos potenciais ad infinitum, há que se perguntar de onde, quando e como surgiu o primeiro carvalho ou a primeira bolota; 2. sendo que a forma do carvalho não é igual nem correspondente à forma da bolota, temos que da não-forma (bolota e não carvalho) advém uma forma (o nome técnico disto epigênese). Ora, como pode a não-forma conter a forma ou da não-forma emergir a forma? Onde estavam as estruturas antes de se manifestarem na forma final de qualquer ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Platonistas e aritotélicos têm nenhum problema com esta questão. Os platônicos dizem que as formas são manifestações de arquétipos (modelos ideais, em uma realidade metafísica); se existe o carvalho é porque existe uma forma-arquetípica-carvalho e todos os carvalho são, simplesmente, reflexos do arquétipo e, desde que o arquétipo transcende espaço e tempo, não há necessidade de se estabelecer uma relação de necessária semelhança entre a forma física e a bolota de origem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aristotélicos acreditam que cada tipo de ser tem seu próprio tipo de alma e a alma determina a forma do corpo. O corpo está dentro da alma e não a alma, dentro do corpo. A alma confere a forma do corpo e o envolve imprimindo as diretrizes do desenvolvimento físico. Uma alma de carvalho manifesta-se como um corpo, um ser físico "carvalho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DNA É UM PROGRAMA GENÉTICO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão mecanicista do mundo recusa o animismo em todas as suas linhas de pensamento; recusa a existência da alma ou qualquer princípio de organização não-material. Não obstante, o mecanicismo tem de elaborar ou admitir algum tipo de explicação para o pré-formacionismo. No fim do século XIX, a teoria do plasma-germe, do biólogo alemão August Weismann, ofereceu uma nova interpretação para o fenômeno do pré-formacionismo. A teoria de Weismann baseia-se na hipótese dos "determinantes", fatores que seriam capazes de despertar o desenvolvimento do organismo a partir do embrião. Essa foi a idéia que precedeu a concepção atual de programação genética que, por sua vez, constitui um outro ressurgir do pré-formacionismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que este modelo não funciona bem. O programa genético é entendido como sinônimo de DNA, a química genética. A informação genética é codificada no DNA e este código compõe o chamado "programa genético". Mas é uma transição conceitual muito súbita: da projeção do que pode ser a partir do DNA para a estrutura com que se apresenta o DNA no organismo adulto. Nós sabemos o quê constitui o DNA: é uma estrutura codificada de aminoácidos que compõem proteínas. Mas existe uma grande diferença entre a estrutura codificadora de proteínas, a química constituinte do organismo e o programa de desenvolvimento total do organismo. Diferença semelhante entre produzir tijolos e construir uma casa; se não houver tijolos, não haverá casa. Mas o plano, a planta, a forma da casa não está contida nos tijolos, nem nas ferragens, nas vigas ou no cimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analogamente, o DNA somente determina, em seu código, os materiais com os quais o corpo é construído; as enzimas, a estrutura de cada proteína e assim por diante. Não há evidências de que também codifique ou determine o "desenho", a forma, a morfologia (a lógica da forma). Para entender este ponto mais claramente, pense em seus braços e pernas. A forma dos braços é diferente da forma das pernas. Isto é óbvio e temos diferentes formatos, modelagens, para cada parte do corpo. Entretanto, a química é idêntica em braços e pernas. O mesmo se pode dizer dos músculos, das células nervosas, das células cerebrais; e o DNA é o mesmo em todas as células de um organismo. O DNA sozinho não explica as diferenças entre membros e órgãos. Alguma coisa é necessária para explicar as diferenças de forma. Na biologia mecanicista, esta é uma questão pendente, considerada como "um padrão complexo de interação químico-física que ainda não foi completamente entendido", ou seja, a teoria mecanicista não tem nenhuma explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUE SÃO CAMPOS MÓRFICOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão do desenvolvimento biológico - da lógica do desenvolvimento dos seres vivos - a questão da morfogênese é, atualmente, uma discussão aberta, tema de muito interesse. A alternativa para a teoria mecanicista-reducionista começou a se delinear nos anos de 1920 com a idéia dos campos morfogenéticos (modeladores da forma). De acordo com a teoria, o crescimento dos organismos é modelado pela ação de "campos" onipresentes, que permeiam os seres vivos², campos que "contêm" a forma do organismo. É uma idéia que se aproxima das tradições da antigüidade clássica, como o pensamento aristotélico e outras. Um carvalho se desenvolve a partir da semente (a bolota) porque a bolota está associada ao campo mórfico do carvalho, estrutura invisível organizante que norteia o desenvolvimento de todos os carvalhos; um campo modelador de carvalhos, área de influência na qual se desenvolvem os organismos-carvalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ponto a favor desta teoria é a capacidade de regeneração, em maior ou menor grau, verificada em organismos. Se cortamos pequenos ramos de um carvalho, cada ramo, tratado apropriadamente, vai se desenvolver como um novo carvalho e o carvalho de origem continuará sendo um carvalho. Existe um limite, porém: se cortamos o carvalho em pedaços minúsculos, meros fragmentos, não será possível obter outra árvore. Mas a capacidade de se refazer, existe. Máquinas não fazem isso. Não têm a capacidade de se refazer em sua totalidade partir de um fragmento, de um desmembramento. Remova partes de um computador e o resultado será um computador quebrado. Ele não se regenera; seus pedaços não se desenvolvem em novos computadores. Outra analogia é o magneto, o imã. Fragmentemos um imã e teremos muitos pequenos imãs dotados de campo magnético à semelhança do imã original. Um terceiro exemplo é o holograma, a estrutura hologramática: qualquer uma das partes contém as propriedades do todo. Um holograma é baseado em padrões de interferência contidos em campos magnéticos. Os campos são dotados de um propriedade reguladora e mantenedora de padrões que abarcam a totalidade de espécies de fenômenos, os mais variados. É um tema de estudo de grande interesse para biologia no que se refere ao entendimento dos campos mórficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada espécie de ser tem seu próprio campo e dentro de cada organismo existem campos contidos em campos³ (estrutura remissiva). Cada um de nós está associado a um campo morfológico que preside a vida do corpo em sua totalidade e que abriga subcampos; campos para braços e pernas; campos para fígado e rins; para tecidos específicos constituintes de órgãos; campos relacionados às células e às organelas, às moléculas e assim por diante. Existe uma série completa de campos contidos em campos. Como síntese e conceito-chave desta hipótese eu proponho que estes campos, cuja possível existência já é amplamente aceita em biologia, tais campos, possuem uma memória em construção que advém de formas passadas, das experiências e tipos ancestrais semelhantes. Assim, o campo mórfico que rege a formação e funcionamento do fígado obedece a um padrão ancestral de fígados outros, desenvolvidos ao longo de sucessos e fracassos em um passado de evoluções; o mesmo se aplica aos carvalhos até aqui bem sucedidos em sua "proposta" de ser carvalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através do campos, mediante um fenômeno chamado "ressonância mórfica", pela influência de semelhante sobre semelhante, se estabelece a conexão entre campos similares. Isto significa que a estrutura dos campos possui memória cumulativa constituída a partir de experiências passadas de cada espécie. É uma idéia que se aplica não somente aos seres vivos mas também às moléculas de proteína, aos cristais, átomos etc.. No caso dos cristais, por exemplo, a teoria poderia dizer que a forma de um cristal depende das características do seu campo mórfico correspondente. O conceito dos campos mórficos tem ampla abrangência no entendimento da realidade, no modo como as "coisas são" e pode ser aplicado tanto às formas quanto aos comportamentos. Neste ensaio eu usarei a expressão campo mórfico em relação aos fenômenos associados à morfogenética. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A MIGRAÇÃO DOS QUÍMICOS BARBUDOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você cristaliza um novo composto químico não existe um campo mórfico relacionado a este composto, visto que está sendo sintetizado pela primeira vez. É possível que seja muito difícil obter este cristal e sintetizá-lo implica o engendramento de um novo campo mórfico que se configura em correspondência às operações que resultam no novo composto. Em uma segunda vez, ainda que a operação seja repetida em outro lugar do mundo, será beneficiada pela influência mórfica de uma ressonância gerada pela primeira cristalização. A terceira experiência será favorecida pelas influências da primeira e da segunda e assim por diante. Haverá a influência acumulada proveniente de todas as experiências anteriores. A operação tende a se tornar, a cada vez, mais fácil; e quanto mais numerosas experiências anteriores, mais facilmente o composto será obtido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, é exatamente isso que acontece. Os químicos que pesquisam novos compostos, em geral, encontram dificuldade na cristalização. Com o passar do tempo e das experiências repetidas, o mesmo composto, torna-se facilmente cristalizável em todo o mundo. A explicação convencional é de que fragmentos dos cristais sintetizados são transportados, de laboratório a laboratório, mediante livres e fortuitos contatos promovidos pela migração dos químicos, ou seja, pelo deslocamento dos químicos entre os laboratórios. Quando não se verifica nenhuma possibilidade de ocorrência desta hipótese, quando, comprovadamente, não houve deslocamento da pessoa do químico, argumenta-se, ainda, que os fragmentos foram dispersados por correntes atmosféricas, como partículas de poeira. Talvez os químicos em migração possam transportar os fragmentos em suas barbas; talvez as partículas possam transpor quaisquer fronteiras pelas vias atmosféricas. Contudo, se alguém medir a velocidade de cristalização, sob rigorosas condições de controle, em locais sigilosos e inacessíveis, em diferentes partes do mundo, ainda assim seria observada a aceleração na velocidade da cristalização. Este experimento ainda não foi feito mas o maior laboratório britânico tem empreendido o monitoramento de experiências envolvendo a velocidade das reações químicas em novos processos de sintetização; isto porque se migrações em barbas e dispersões nos ventos acontecem, estas coisas têm considerável importância para a indústria de produtos químicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA NOVA CIÊNCIA DA VIDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um grande número de experimentos que podem ser feitos no domínio da forma biológica e do desenvolvimento da forma. Em correspondência, os mesmos princípios podem ser aplicados às formas e padrões de comportamento. Considerando a hipótese de que alguns ratos são treinados em um novo truque em um laboratório em Santa Bárbara então, ratos de todo mundo devem ser aptos a aprender o mesmo truque mais rapidamente somente porque os ratos em Santa Bárbara sofreram a experiência anteriormente. Será um novo padrão de comportamento introduzido na memória coletiva dos ratos, no campo mórfico dos ratos ao qual outros ratos estão associados, como numa mesma sintonia, porque são ratos, porque estão em circunstâncias semelhantes, se comunicam por ressonância mórfica e assim são influenciados pela ressonância mórfica correspondente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre um vasto número de registros arquivados de experimentos sobre a psicologia dos ratos existem consideráveis exemplos de pesquisas contemporâneas nas quais o monitoramento do processo de aprendizado, nos ratos, tem revelado um misterioso progresso. Em meu livro, Uma nova ciência da vida, eu descrevo uma série de experimentos abrangendo um período de 50 anos. O estudo foi iniciado em Harvard e teve prosseguimento na Escócia e na Austrália. As experiências demonstram que a velocidade de aprendizado nos ratos aumentou, foi acelerada mais de dez vezes ao longo do período. Este é um fato notável - e não apenas uma estatística significante extraída de resultados colaterais. Este progresso na velocidade de aprendizado em situações idênticas de estímulo ocorreram naqueles três locais, geograficamente bem separados, e com todos os membros da espécie, não somente em ratos descendentes de genitores treinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem outros exemplos de difusão espontânea de novos hábitos entre animais, como pássaros, exemplos que fornecem alguma evidência de validade para a teoria da ressonância mórfica. O melhor relato deste tipo descreve o comportamento dos bluetits, pequeno pássaro de cabeça azul comum em toda a Grã-Bretanha. Nos anos de 1950, ainda era prática corrente na Inglaterra a entrega de leite em garrafas, pela manhã, a domicílio, "de porta em porta". As tampas das garrafas eram feitas de papelão. Em certa época, começou a ocorrer um fenômeno fora da rotina: quando as pessoas iam recolher suas garrafas de leite matinal, encontravam as tampas aos pedaços e o creme, ou nata, que em geral se depositava nas tais tampas, havia desaparecido. Em pouco tempo de observação, verificou-se que o "vandalismo" era praticado pelos bluetits, que rompiam as tampas com bicadas a fim de consumir a nata. Em alguns casos, pássaros foram encontrados mortos quando, acidentalmente, caiam na garrafa, de bocal largo, e se afogavam no líquido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incidente causou um interesse considerável. O fenômeno se repetia em vários lugares da Inglaterra, distantes entre si 50 ou 100 milhas. Sempre que se verificava uma nova ocorrência do caso dos bluetits numa localidade, rapidamente a prática se disseminava entre os pássaros da mesma espécie das vizinhanças, o que era explicado como conduta de imitação. Ocorre que os bluetits são criaturas extremamente apegadas ao seu habitat original e normalmente não se deslocam além de cinco milhas. Por conseguinte, a disseminação de um comportamento abrangendo território tão extenso somente pode ser explicada em termos de manifestação de novo hábito independente de contato entre indivíduos da espécie provenientes de locais demasiado distantes entre si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os hábitos dos bluetits começaram a ser mapeados na Bretanha a partir de 1947, tempo durante o qual estes hábitos se mantiveram mais ou menos regulares. Os estudiosos concluíram que os pássaros, mesmo vivendo em comunidades independentes, "inventaram" aquele novo hábito em, no mínimo, 50 nichos diferentes. Além disso, com o passar do tempo, o hábito difundia-se cada vez mais rápido. Em outras partes da Europa, onde garrafas de leite também eram entregues de porta em porta, verificou-se que o novo hábito também surgiu. Durante os anos de 1930, na Escandinávia e na Holanda, as garrafas também eram atacadas e o costume se espalhou entre os pássaros de forma similar. O caso dos bluetits é um exemplo de difusão de padrão comportamental que fornece elementos auxiliares na fundamentação da teoria da ressonância mórfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe ainda, neste caso dos pássaros, uma evidência ainda mais forte a favor da idéia da ressonância mórfica. Entre 1939 e 1940, por causa da ocupação alemã, a entrega de leite a domicílio foi sendo suspensa e por fim cessou sendo restabelecida somente em 1948. Considerando que os bluetits, em geral, vivem apenas cerca de dois ou três anos, o provável é que, em 1948, não existissem sobreviventes dos bluetits comedores de nata em portas humanas. Quando a entrega de leite voltou a funcionar, o ataque às tampas recomeçou rapidamente em locais distantes entre si e, em cerca de dois anos, era, novamente, um hábito comum entre aqueles pássaros. O comportamento se disseminou ainda mais rapidamente que na primeira ocorrência do fenômeno, antes da guerra. O exemplo demonstra a difusão evolucionária de um novo hábito cuja causa não se encaixa em determinantes genéticas mas, antes, parece depender de um tipo de memória coletiva constituída, ou alimentada, por ressonância mórfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sugiro que hereditariedade (herança de modos de ser) não depende apenas de DNA; este habilita o organismo a construir suas unidades químicas constitutivas, as proteínas. Proponho que a hereditariedade também está associada à influência da ressonância mórfica. A hereditariedade teria, então, dois aspectos: 1. de hereditariedade genética, que preserva a herança do controle da síntese de proteínas; 2. uma hereditariedade baseada em campos mórficos e ressonância mórfica, uma herança que provém de matriz genética, química, mas resulta das experiências passadas dos membros de uma espécie. Esta hereditariedade, "por ressonância", seria o fator determinante na organização da forma e dos modos de comportamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA ANALOGIA: O APARELHO DE TELEVISÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diferenças e conexões entre estas duas formas de hereditariedade podem ser mais facilmente compreendidas se através de uma analogia com a televisão. As imagens são as formas nas quais estamos interessados. Se desconhecemos a origem ou, o "como surgem" estas formas, a explicação mais óbvia será a de que existem "pessoas pequenas" dentro do aparelho, pessoas cujas sombras, cujos espectros, é o se vê na tela. As crianças, muitas vezes, pensam desta maneira. Se olhamos atrás do aparelho e, minuciosamente esquadrinharmos seu interior, constataremos que ali não há coisas nem pessoas em miniatura. Podemos ainda especular sobre uma hipótese mais sutil e conceber que tais pessoas e objetos existem em dimensões microscópicas e de fato habitam entre os componentes elétricos dos aparelho de televisão. Mas se examinamos os componentes através de um potente microscópio, mais uma vez, não encontraremos nada nem ninguém que corresponda às imagens que aparecem na tela. Num esforço de sofisticação das hipóteses, propomos então que os "descendentes de Liliput" (as coisas e pessoas diminutas) que vemos na tela surgem como resultado de "interações complexas entre as partes do aparelho que constituem um processo não completamente entendido". Podemos evidenciar a validade desta teoria desconectando partes do aparelho; retirando uns poucos transistores, verifica-se que as pessoas desaparecem! Recompomos o aparelho, colocamos os transistores no lugar; eis que as imagens ressurgem. Isto poderia ser um argumento convincente de que as imagens advêm do interior do aparelho e ali são produzidas mediante as tais interações entre componentes eletrônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponhamos agora que alguém sugira que as imagens de pessoas, coisas e lugares vêm de fora do aparelho e que o aparelho tão somente capta tais imagens, que estariam codificadas em vibrações invisíveis, vibrações com as quais o aparelho está sintonizado. Isto, provavelmente, soaria como uma explicação mística, ocultista. Recusamos esta explicação até porque não vemos nenhum fluxo de matéria, nada penetrando ou sendo recebido pelo aparelho e podemos provar isto ligando e desligando a televisão, comparando objetivamente e constatando que nada além da eletricidade foi suprimido e ainda assim nada é visto fluindo ou cessando de fluir para dentro da "caixa". Esta é a posição da biologia moderna, tentando explicar todas as coisas em termos de "o que acontece dentro". A maior parte das explicações para a forma atentam somente para os aspectos endógenos dos organismos. Vimos que a mais enganosa das explicações pode ser "provada" porém, o fato é que os aspectos mais sutis e complexos têm escapado às investigações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sugiro que formas e padrões de comportamento estão, neste momento, sendo regulados por sintonia com conexões invisíveis e que transcendem os limites do organismo. O desenvolvimento da forma é o resultado da interação entre o organismo e os campos mórficos com os quais este organismo É e ESTÁ sintonizado. As mutações genéticas podem afetar este desenvolvimento. Voltemos, então, à analogia com aparelho de TV. Se mudamos um transistor ou um condensador podemos distorcer imagens e sons; mas isto não prova que as imagens e sons são programados por aqueles componentes. Analogamente, não está provado que forma e comportamento são programados pelos genes, ainda que encontremos alterações de forma e comportamento como resultado de mutações genéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um tipo de mutação particularmente interessante. Imaginemos uma alteração no circuito de sintonia de um aparelho de televisão; uma alteração que provoca distorções na de recepção da ressonância (freqüência de onda) de transmissão. A sintonia de canais de televisão depende do fenômeno da ressonância; o sintonizador é regulado para captar ressonâncias de freqüência igual à do sinal transmitido por diferentes estações de transmissão. A medida de freqüência das mensagens de televisão é o hertz. Imaginemos, então, uma tal alteração no sistema receptor que, selecionando um canal, o aparelho exibe imagens de outro canal, ou imagens misturadas. Podemos descobrir que um simples condensador ou registor está danificado mas isto não nos autoriza a concluir que os programas trocados eram produzidos no âmbito da unidade física que é o componente alterado. Analogamente, alterações de forma e comportamento não são necessariamente decorrentes de mutações no DNA. A suposição atual é de que alterações morfológicas e comportamentais, de certo tipo, são resultado de mutações determinadas, programadas e controladas por genes alterados. A analogia da TV serve para lembrar que esta não é a única resposta possível. É preciso considerar a hipótese de alteração ou característica alterada em algum tipo de "sistema de sintonia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA NOVA TEORIA DA EVOLUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande parte dos trabalhos em curso na pesquisa biológica contemporânea são dedicados à "sintonia das mutações" (formalmente chamada homoeotic mutations). O animal mais utilizado nas investigações é a Drosophila (drosófila), a mosca das frutas. Esta espécie apresenta uma série de mutações que se traduzem em monstruosidades. Uma destas anomalias é a antenopédia, degeneração de antenas em pernas. A desafortunada mosca afetada, portadora de um único gene alterado, sofre o crescimento de pernas na cabeça em apêndices que deveriam ser suas antenas. Outra mutação, ao contrário, converte em antenas o segundo, dos três pares de pernas da Drosophila. Normalmente, as moscas têm apenas um par de asas e o segmento de corpo atrás das asas é dotado de pequenos órgãos, os halteres, que servem para a manutenção do equilíbrio em movimento de vôo. Um terceiro tipo de mutação, na Drosophila, altera aquele segmento onde deveriam se desenvolver os halteres, e no lugar desta configuração, duplica o segmento anterior de modo que tal mosca possui quatro asas, dois pares, portanto, ao invés de um. Os indivíduos-mosca portadores desta mutação são chamados mutantes bitorax (bithorax mutants). Todas estas mutações dependem de um único gene. Eu proponho que esta alteração em um único gene produz diferenças de sintonia de uma parte do tecido embrionário. O resultado é que o organismo passa a receber influência de um campo mórfico diferente daquele que normalmente atua no desenvolvimento de determinado órgão provocando o crescimento de estruturas anômalas, "estranhas ao canal", exatamente como a sintonia desregulada de um aparelho de TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As analogias permitem entrever como genética e ressonância mórfica contribuem, ambos os fenômenos, na transmissão de características, na herança de um espécie, na função da hereditariedade. Naturalmente, uma nova teoria da hereditariedade reclama uma nova teoria da evolução. Atualmente, a teoria evolucionária baseia-se na suposição de que toda hereditariedade é genética. A sociobiologia e o neo-darwinismo, em todas as suas vertentes, fundamentam-se na idéia da seleção dos genes, sua freqüência e assim por diante. A teoria da ressonância mórfica orienta-se por uma visão mais abrangente e admite propor algo que ainda soa como heresia para a biologia mais conservadora; trata-se da herança de características adquiridas pela experiência. Comportamento aprendidos e formas que são desenvolvidas pelos indivíduos de uma espécie. Comportamentos e formas que não são transmitidos como uma herança orgânica mas, antes, uma herança transmitida por ressonância mórfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM NOVO CONCEITO DE MEMÓRIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando consideramos a memória sob a perspectiva da hipótese da ressonância mórfica, chega-se a concepções diferentes das tradicionais. A chave do conceito de ressonância mórfica é "semelhante exerce influência sobre semelhante" em uma relação que transcende fronteiras de espaço e tempo. A intensidade de uma influência depende do grau de similaridade. A maior parte dos organismos é mais semelhantes às suas formas passadas do que semelhantes a outros organismos. São mais semelhantes às formas de sua espécie e mais semelhantes a si mesmas no período já transcorrido de sua existência. Eu me assemelho mais a mim mesmo há cinco minutos atrás do que me pareço com qualquer outra pessoa neste momento. O mesmo vale para qualquer organismo. Esta "auto-ressonância" dos estados passados por um certo organismo no "reino da forma" funcionam como um mecanismo estabilizador da sintonia com os campos morfogenéticos que orientam a forma em si bem como os fluxos das substâncias nas células etc.. Os padrões de comportamento também são regulados pela influência dos campos de ressonância mórfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu começo a andar de bicicleta, por exemplo, o padrão de atividade do meu sistema nervoso, dos meus músculos, em resposta à interação entre corpo, movimento e condições particulares de equilíbrio na bicicleta, imediatamente colocam todo o meu ser psicomotor em sintonia com todas as ocasiões passadas em que andei de bicicleta, evocando um padrão de atividade eficiente. A destreza imediata com que domino equilíbrio e movimento advém da ressonância mórfica estabelecida por experiências cumulativas de saber. Não é uma memória verbal ou intelectual; é a memória do corpo que retém a habilidade aprendida de lidar com a bicicleta. O mesmo pode ser aplicado à minha memória em relação a eventos, experiências subjetivas, etc.. O que fiz ontem em Los Angeles ou no ano passado, na Inglaterra; quando penso neste ou naquele evento estou sintonizando minha mente com os momentos passados nos quais ocorreram aqueles eventos. Ocorre, então, uma conexão direta que desencadeia o processo de sintonização. Se a hipótese for correta, precisamos começar a admitir a possibilidade real de que a memória não esteja, necessariamente, "alojada" no cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MISTÉRIO DA MENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós estamos familiarizados com a idéia de que a memória está contida no cérebro e, não raro, usamos a palavra cérebro como sinônimo para "mente" e "memória". Eu estou sugerindo que o cérebro assemelha-se, em algum aspecto de suas funções, a um sistema de sintonia e que a memória não consiste em um dispositivo orgânico localizado onde seriam armazenadas as informações. O principal argumento a favor da localização da memória no cérebro é o fato de que certas lesões na massa encefálica produzem perda de memória. Se o cérebro é danificado, em um acidente de carro, por exemplo, e a vítima perde a memória, então, a suposição óbvia é de que o tecido responsável pela memória foi destruído. Porém, esta conclusão logo se mostra enganosa. Consideremos, novamente, a analogia da TV. Se o aparelho é danificado de modo que não mais exibe perfeitamente certos canais, ou não exibe nenhum canal; ou se a TV fica muda pela destruição dos componentes relacionados à reprodução do som, isto não prova que os sons e a imagens estavam alojados dentro da máquina. Isto apenas demonstra que o sistema de sintonia ou o sistema de áudio, foram, de alguma maneira, danificados. O mesmo se aplica à perda de memória decorrente de danos ocorridos no cérebro: esta perda de memória não prova que as lembranças estão contidas no cérebro. De fato, em muitos casos, a perda de memória é temporária, como a amnésia por concussão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recuperação da memória é muito difícil de explicar nos termos das teorias convencionais; se a memória é destruída junto com os tecidos que a contém; se é destruída porque é um registro em "suporte" orgânico, então, não haveria possibilidade de recuperação Entretanto, isso ocorre freqüentemente. Outro argumento pelo qual se presume a localização da memória no cérebro é sugerido pelos experimentos de estimulação elétrica empreendidos por Wilder Penfield e outros. Penfield estimulava o lobo temporal de pacientes epilépticos e descobriu que alguns daqueles estímulos podiam extrair vívidas respostas que os pacientes interpretavam como lembranças de coisas que teriam feito no passado. Penfield concluiu que os estímulos despertavam, na memória, lembranças que estavam alojadas no córtex. Recorrendo ainda à analogia da TV, se uma interferência (estímulo) no sistema de sintonia do aparelho, produz uma mudança de canal, isto não prova que a informação, o programa, estava armazenado dentro do circuito de sintonia. Em seu último livro, O mistério da mente (The mistery of the mind), o próprio Penfield abandonou a idéia dos experimentos como prova de que as lembranças residem no interior do cérebro. Ele concluiu que, de alguma forma, a memória não está localizada no córtex.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas experiências têm sido realizadas a fim de localizar indícios da memória no cérebro. É bastante conhecido trabalho do neurofisiologista Karl Lashley. Ele treinou ratos no aprendizado de certos truques. Depois, remoeu partes de seus cérebros para determinar se os ratos ainda retinham a capacidade de realizar os truques. Supreendentemente, mesmo removendo mais de 50% do cérebro, nenhuma alteração foi perda de habilidade nos saberes aprendidos foi verificada. Mesmo removendo todo o cérebro dos ratos, ainda assim, por curto período, os animais realizaram tarefas. Evidenciou-se que a remoção de enorme parte do cérebro não afetava a memória. Resultados semelhantes foram obtidos por outros pesquisadores com invertebrados, como octopus. São experiências pioneiras; as primeiras a sugerir que a memória pode estar em todo lugar e em parte alguma; e não localizada em uma circunstância ou suporte orgânico. Lashley concluiu que a memória é uma faculdade que se encontra distribuída por todo o cérebro uma vez que sua experiência não encontrou indícios de memória nenhuma área específica, como era proposto pelas especulações da teoria clássica. Karl Pribam, discípulo de Lashley, desenvolveu a idéia do mestre e concebeu a teoria da memória em registro holográfico; a memória seria como uma imagem holográfica, um padrão de interferência presente na totalidade do cérebro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Lashley e Pribam parecem não ter considerado é a possibilidade de que, de forma alguma, a memória esteja alojada no cérebro. É uma idéia mais consistente em confronto com a análise detalhada, em relação às conclusões superficiais das teorias tradicionais ou da teoria holográfica. Muitas das dificuldades que apresentam quando tentamos localizar a memória no cérebro deve-se ao fato de que o cérebro é muito mais dinâmico do que se acreditava. A química nas sinapses, nas estruturas nervosas e moleculares das células estão sempre mudando, se renovando o tempo todo. Por isso torna-se mais difícil perceber como as lembranças são evocadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe também um problema de lógica sobre a teoria da memória armazenada, problema que tem sido apontado por vários filósofos. As teorias convencionais concebem memória como informações codificadas em um sistema instalado no cérebro. Quando alguma lembrança é solicitada, um mecanismo de recuperação seria ativado; tal mecanismo seria capaz de reconhecer a lembrança que está sendo procurada. Isso implica a existência de uma "memória da memória" numa seqüência de "lembradores" que vai ao infinito. Muitos filósofos, então, argumentam que este é golpe fatal em todas as teorias que admitem lembranças armazenadas no cérebro. Entretanto, os teóricos da memória não estão interessados no que pensam os filósofos embora não consigam responder àquele argumento, que, para mim, é um argumento de valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando "memória" sob a ótica da ressonância mórfica, eu posso perguntar: se nós somos capazes de sintonizar nossas próprias lembranças então por quê não poderíamos "entrar em sintonia" com as lembranças das outras pessoas? Eu creio que fazemos isso e que este é um princípio fundamental em uma teoria que admite a existência de uma memória coletiva com a qual todos nós estamos "sintonizados" e que constitui uma dimensão de referência em relação ao desenvolvimento de nossas próprias experiências e em relação ao desenvolvimento de nossas memórias individuais. Esta concepção e muito semelhante à idéia do inconsciente coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jung pensou o inconsciente coletivo como uma memória coletiva, memória coletiva da humanidade. Ele acreditava que, naturalmente, as pessoas deveriam estar ligadas (conectadas) aos membros de sua espécie, raça, grupo socio-cultural mas que, todavia, deveria haver uma "ressonância de fundo" abarcando toda a humanidade, um patrimônio comum de experiências, como comportamento maternal e vários padrões e estruturas sociais e de pensamento; uma memória não-individual mas, antes, um acervo de formas básicas e aplicáveis em diferentes contextos: os arquétipos. A noção junguiana de inconsciente coletivo se encaixa muito bem na teoria que eu estou desenvolvendo. A teoria da ressonância mórfica pode conduzir a uma reafirmação radical do conceito de inconsciente coletivo. Essa reafirmação é necessária porque o atual paradigma mecanicista, que ainda predomina em biologia convencional, recusa a existência de algo como o inconsciente coletivo; o conceito de uma memória coletiva de raça ou espécie tem sido excluído das conjecturas teóricas, que não admitem herança de características adquiridas pela experiência. Por exemplo, a mitologia de uma tribo africana não pode influenciar ou aparecer nos sonhos de um suíço ou de qualquer um que não seja afro-descendente. Jung contesta e acredita que esse tipo de coisa pode acontecer - o que é impossível para o ponto de vista convencional porque a ciência objetiva jamais considerou seriamente a validade da teoria do inconsciente coletivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma teoria encarada como inconsistente, cujo valor é tão somente poético, como uma metáfora sem relevância, inapropriada ao pensamento científico e sem possibilidade de comprovação diante dos padrões vigentes de investigação em biologia. A hipótese que eu proponho é similar à idéia do inconsciente coletivo, segundo Jung. A principal diferença é que Jung concebe o inconsciente coletivo como algo próprio da espécie humana. Eu acredito que um princípio similar opera na totalidade do Universo e não apenas no âmbito da experiência humana. Se minha hipótese da ressonância mórfica mostrar-se correta, então, a idéia junguiana de inconsciente coletivo terá de ser reconsiderada nos meios acadêmicos e os campos morfogênicos bem como o inconsciente e memória coletivos podem desencadear uma completa mudança nas pesquisas contemporâneas da psicologia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Aqui Sheldrake simplifica o pensamento platônico e seria mais justo explicar que o platônico via a bolota como âncora receptora, germe potencial de ser no mundo material, da manifestação da idéia-carvalho. Toda idéia, tendo seu correspondente num mundo de coisas finitas que existem a partir de um começo e chegam a um fim, teriam sua evolução ou desenvolvimento orientado pelo modelo ideal ao qual estão ligadas pelas sua âncora material, seu corpo, desde o nascimento até a sua morte ou dissolução. A evolução de bolota é carvalho seria orientada pelo modelo ideal e por isso não havia surpresa nem milagre ou absurdo entre as diferenças óbvias de forma entre a semente e o ser adulto. (N. do T.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Sheldrake diz "dentro e em volta" o que eqüivale à idéia de permear, capacidade de uma "coisa", substância ou energia ser contínua no espaço atravessando corpos mais densos em sua presença ou trajetória. ( N. do T.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Estrutura remissiva. (N. do T.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In www.sheldrake.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tradução: ligia cabús &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOME &lt;br /&gt;INDICE: traduções &lt;br /&gt;Sheldrake ENSAIO II - ENSAIO III&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4625119818867900575-8184500076587354289?l=filosofisica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofisica.blogspot.com/feeds/8184500076587354289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2010/06/campos-morfogeneticos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/8184500076587354289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/8184500076587354289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2010/06/campos-morfogeneticos.html' title='Campos morfogenéticos'/><author><name>Space Shanty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07593252750041163556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/SbWTnVsEtZI/AAAAAAAAAGE/oQBXmoxhjfk/S220/5fd7a14279842db48a123517810f3418img4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4625119818867900575.post-1495206583064428066</id><published>2010-05-04T06:29:00.000-07:00</published><updated>2010-05-04T06:31:10.469-07:00</updated><title type='text'>Heavy Metal do Senhor ( clipe animado )</title><content type='html'>&lt;object height="344" style="background-image: url(http://i2.ytimg.com/vi/AixGzDZiJB8/hqdefault.jpg);" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AixGzDZiJB8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/AixGzDZiJB8&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" width="425" height="344" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4625119818867900575-1495206583064428066?l=filosofisica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofisica.blogspot.com/feeds/1495206583064428066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2010/05/heavy-metal-do-senhor-clipe-animado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/1495206583064428066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4625119818867900575/posts/default/1495206583064428066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofisica.blogspot.com/2010/05/heavy-metal-do-senhor-clipe-animado.html' title='Heavy Metal do Senhor ( clipe animado )'/><author><name>Space Shanty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07593252750041163556</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_VPKYQMyJt_g/SbWTnVsEtZI/AAAAAAAAAGE/oQBXmoxhjfk/S220/5fd7a14279842db48a123517810f3418img4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
